A Secretaria de Informática do Senado (Prodasen) encerrou
às 4h30 desta quinta-feira (7) a apuração da votação dos vetos da presidente
Dilma Rousseff à Lei dos Royalties. Os vetos foram rejeitados por 54 senadores
de um total de 63 votantes. Os deputados também rejeitaram os vetos, mas a
apuração aponta resultados diferentes para cada um dos 142 itens que constam
das cédulas. No total, votaram 405 deputados.
O presidente do Senado, Renan Calheiros, anunciará esses
números no Plenário do Senado na sessão desta tarde, devendo fazer um discurso
sobre a votação, encerrada à 1h22 da madrugada desta quinta-feira (7). Em
seguida, Renan enviará a parte remanescente do projeto vetado à presidente da
República para promulgação. Promulgado o texto, Dilma Rousseff o enviará à publicação
no Diário Oficial da União. A nova lei passará a vigorar a partir da data de
sua publicação.
Depois de muita tensão e discussões entre parlamentares
de estados produtores de petróleo e não produtores, o Congresso Nacional votou
na noite dessa quarta-feira (6) e começo da madrugada desta quinta-feira (7) os
140 vetos da presidenta Dilma Rousseff ao projeto de lei que trata das novas
regras de distribuição dos royalties do petróleo. O resultado da apuração só
deverá ser anunciado na manhã desta quinta-feira (7).
Foram quase cinco horas de debates e discussões
acaloradas no plenário. Embora reconhecessem que não tinham votos suficientes
para manter os vetos, deputados e senadores do Rio de Janeiro e do Espirito
Santo protestaram durante toda a sessão. Eles abandoram o plenário como forma
de protesto e também para não legitimar a sessão. Capixabas e fluminenses
pretendem agora ingressar com ações na Justiça para tentar invalidar a sessão.
O Supremo Tribunal Federal (STF) será acionado para declare inconstitucionais
as novas regras de distribuição dos royalties.
O presidente do Congresso Nacional, senador Renan
Calheiros (PMDB-AL), anunciou que 335 deputados e 61 senadores depositaram seus
votos nas urnas espalhadas pelo plenário do Congresso.
A apuração dos votos começará ainda na madrugada de hoje
e deverá durar cerca de nove horas. Ela será feita no Serviço de Processamento
de Dados do Senado (Prodasen), por uma comissão de servidores e acompanhada por
uma comissão de deputados e senadores indicados pelas lideranças de seus
partidos.
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