segunda-feira, 11 de março de 2013

Nome do novo Papa não deve sair na 1ª votação, diz Vaticano



A décima e última congregação geral de cardeais, que prepara o conclave para escolher o novo Papa, ocorreu na manhã desta segunda-feira (11) no Vaticano, com a participação de 152 cardeais, informou o porta-voz do Vaticano, padre Federico Lombardi.

O conclave deve começar nesta terça-feira (12), e o padre Lombardi disse que "dificilmente" o nome do novo Papa deve sair na primeira votação.

No total, 28 cardeais falaram na congregação geral desta segunda, completando um total de 161 intervenções em todas as congregações.

Entre os assuntos tratados, esteve a situação financeira do Vaticano e do Banco do Vaticano. O cardeal camerlengo Tarcisio Bertone, administrador interino da Santa Sé durante a vacância, fez uma pequena apresentação sobre o tema, segundo Lombardi.

Também se falou sobre a expectativa pelo novo Papa e sobre o perfil esperado para ele.

Na tarde desta segunda, às 17h30 (13h30 no horário de Brasília), será realizado na Capela Paulina, dentro do Vaticano, o juramento das pessoas que irão trabalhar de alguma forma na área onde será realizada o conclave.

 São 90 funcionários do Vaticano que trabalharão na segurança, alimentação e auxílio aos cardeais, tanto material quanto espiritual. Os cardeais terão padres à disposição para confissão, assim como médicos.

O juramento será feito perante o cardeal camerlengo, administrador interino da Santa Sé, o italiano Tarcisio Bertone. Imagens devem ser registradas pelo Vaticano, para serem divulgadas posteriormente.

 Na manhã de terça-feira (12), serão realizados os primeiros ritos do conclave. A partir das 7h (3h no horário de Brasília), os cardeais começam a se transferir para a Casa Santa Marta, onde ficarão hospedados. Cada um terá seu quarto – os aposentos foram definidos por um sorteio.

Às 10h (6h no horário de Brasília), será realizada na Basílica de São Pedro a missa inaugural do conclave.

Ela será aberta a todos que conseguirem lugar e presidida pelo cardeal decano, o italiano Angelo Sodano, com todos os demais cardeais, não apenas os votantes, como cocelebrantes.

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