Em meio à disputa pelos royalties do petróleo, que levantou
a polêmica sobre a falta de transparência na aplicação dos recursos, o Estado
do Rio de Janeiro saiu na frente e criou um relatório sobre os investimentos
feitos com esse dinheiro, com acesso direto pela página principal do portal
“Transparência Fiscal”. O link é disponibilizado no site da secretaria de
Estado de Fazenda (www.fazenda.rj.gov.br), que divulga, de forma detalhada,
receitas e gastos do governo estadual. Na Assembleia Legislativa do Estado do
Rio de Janeiro (Alerj), a deputada Clarissa propôs a criação de um conselho
para fiscalizar a aplicação dos royalties pelo poder Executivo, assunto que
também começou a ser discutido na Câmara Municipal de Campos.
— Quisemos criar um relatório separado para reforçar para
todos os visitantes do site o bom uso que o Estado faz dessa receita. Ele é
atualizado todos os meses — afirmou o secretário de Estado de Fazenda, Renato
Villela.
Pelo relatório disponibilizado, é possível conferir, além
dos dados de 2013, a receita de participações governamentais na exploração do
petróleo e gás e como os recursos foram empregados no ano passado. Também estão
detalhadas lei, emendas e decretos que regulam a divisão do valor recebido.
O Fundo Estadual de Conservação Ambiental e
Desenvolvimento Urbano (Fecam) recebe 5% dos recursos, outros 5% vão para os
municípios, 1% para o Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Púbico
(Pasep) e parte para pagamento de antecipação dos royalties feita com a União
em 2009. Quanto ao restante, o Decreto Estadual n° 42.011/2009 define que é
incorporado ao Rioprevidência.
— A destinação que o governo do Estado dá aos recursos
dos royalties está dentro das práticas internacionais. Diversos países com
receita de royalties capitalizam os seus fundos de previdência, como é o caso
da Noruega. Seguimos as boas práticas em nível internacional — exemplificou o
secretário de Fazenda.
O site disponibiliza as informações de acordo com a Lei
Complementar 131/2009, que dá transparência às gestões federal, estaduais e
municipais. “Temos todas as informações que são solicitadas pela lei e
informações adicionais, com objetivo de dar transparência total às ações do
governo. Todas as receitas e os gastos estão bem detalhados. A pessoa pode
fazer consultas, definir o tipo de informação que quer, por ano, por mês. O
visitante extrai informações da base de dados da forma que desejar”, afirmou o
secretário Renato Villela.

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