A Proposta de
Emenda à Constituição (PEC) das Domésticas, aprovada pelo Senado na última
quarta-feira (13), estende à categoria uma série de benefícios já concedidos a
outras classes trabalhistas como, por exemplo, o direito ao recebimento de hora
extra e FGTS. Ao mesmo tempo em que comemoram os ganhos, as empregadas temem as
possíveis perdas.
Com as
mudanças propostas – que ainda deverão ser publicadas em Diário Oficial na
semana que vem -, os gastos para os patrões ficará muito maior. O aumento no
orçamento pode representar uma onda de demissões. Somente com o pagamento do
FGTS, o gasto anual para o empregador seria de R$ 1.271, considerando um
salário médio de R$ 1 mil.
A doméstica
Lúcia Mara Sampaio, 37 anos, trabalha há seis anos na mesma casa e disse que os
benefícios propostos pela PEC são fundamentais para o reconhecimento no valor
das profissionais.
“Somos
trabalhadoras como qualquer outro que tenha um emprego fixo. Merecemos mesmo
tudo o que os outros tem. Mas, confesso que tenho um pouco de medo. E se a
minha patroa não tiver como pagar os adicionais que virão? Eu perco o dinheiro
a mais e também o emprego. Tomara que os patrões não achem nenhum absurdo”,
comentou.
Já a patroa,
Juliana Cunha, conta que vai precisar fazer as contas. “Se colocarmos os
acréscimos na ponta do lápis podemos levar um grande susto. Sabemos o quanto
ela é importante para nós e vamos levar isso em consideração. Ainda assim,
vamos avaliar os gastos e fazer um balanço. Torcendo para que fique bom para
nós e para ela”, disse a empregadora.

Nenhum comentário:
Postar um comentário