segunda-feira, 18 de março de 2013

Serviço de empregada doméstica passa por mudanças



A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) das Domésticas, aprovada pelo Senado na última quarta-feira (13), estende à categoria uma série de benefícios já concedidos a outras classes trabalhistas como, por exemplo, o direito ao recebimento de hora extra e FGTS. Ao mesmo tempo em que comemoram os ganhos, as empregadas temem as possíveis perdas.
Com as mudanças propostas – que ainda deverão ser publicadas em Diário Oficial na semana que vem -, os gastos para os patrões ficará muito maior. O aumento no orçamento pode representar uma onda de demissões. Somente com o pagamento do FGTS, o gasto anual para o empregador seria de R$ 1.271, considerando um salário médio de R$ 1 mil.
A doméstica Lúcia Mara Sampaio, 37 anos, trabalha há seis anos na mesma casa e disse que os benefícios propostos pela PEC são fundamentais para o reconhecimento no valor das profissionais.
“Somos trabalhadoras como qualquer outro que tenha um emprego fixo. Merecemos mesmo tudo o que os outros tem. Mas, confesso que tenho um pouco de medo. E se a minha patroa não tiver como pagar os adicionais que virão? Eu perco o dinheiro a mais e também o emprego. Tomara que os patrões não achem nenhum absurdo”, comentou.
Já a patroa, Juliana Cunha, conta que vai precisar fazer as contas. “Se colocarmos os acréscimos na ponta do lápis podemos levar um grande susto. Sabemos o quanto ela é importante para nós e vamos levar isso em consideração. Ainda assim, vamos avaliar os gastos e fazer um balanço. Torcendo para que fique bom para nós e para ela”, disse a empregadora.

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