Depois de
quatro horas de negociação no Ministério do Trabalho, em Campos, um acordo foi
finalmente firmado ontem entre representantes dos funcionários da Acciona, que
presta serviços ao Superporto do Açu, do sindicato dos Trabalhadores da
Indústria da Construção Civil e Mobiliários (STICONCIMO), e da construtora, a
greve deflagrada manhã da última terça-feira foi encerrada. Ontem de manhã,
após 24 horas da manifestação, os acessos ao porto foram liberados, porém a
paralisação de funcionários continuou durante todo o dia. Entre os itens
aprovados no acordo, a garantia, por da empresa, de quitar os salários
atrasados em 24 horas, no caso, hoje. As demais reivindicações seriam cumpridas
em 10 a 15 dias. Após selarem o acordo, o subdelegado do Trabalho, José Roberto
Peçanha, o presidente do sindicato, José Eulálio, e o diretor de Operações da
empresa, Olivier Ricard, se dirigiram ao porto, onde estavam concentrados os
trabalhadores em greve, para comunicar o resultado da reunião.
Durante dois
dias, os canteiros de obras teriam ficado parados com a adesão de cerca de 8
mil trabalhadores ao movimento, segundo a entidade representativa da classe. No
entanto, a assessoria da OSX havia garantido, no final da tarde da última
terça-feira, não ter havido atraso no calendário do empreendimento.
Na manhã de
ontem, eles não fecharam os acessos ao porto, porém, na entrada do
empreendimento, impediram que outros trabalhadores entrassem. Eles iniciaram o
movimento com uma manifestação, na manhã de terça-feira, para reivindicar
pagamentos de salários atrasados, plano de saúde, 30% de periculosidade,
vale-alimentação e horas extras. Na terça à tarde já tinha ocorrido uma reunião
para tentar encerrar o impasse, o que acabou não acontecendo.

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