quinta-feira, 4 de abril de 2013

Acordo encerra greve no porto do Açu


Depois de quatro horas de negociação no Ministério do Trabalho, em Campos, um acordo foi finalmente firmado ontem entre representantes dos funcionários da Acciona, que presta serviços ao Superporto do Açu, do sindicato dos Trabalhadores da Indústria da Construção Civil e Mobiliários (STICONCIMO), e da construtora, a greve deflagrada manhã da última terça-feira foi encerrada. Ontem de manhã, após 24 horas da manifestação, os acessos ao porto foram liberados, porém a paralisação de funcionários continuou durante todo o dia. Entre os itens aprovados no acordo, a garantia, por da empresa, de quitar os salários atrasados em 24 horas, no caso, hoje. As demais reivindicações seriam cumpridas em 10 a 15 dias. Após selarem o acordo, o subdelegado do Trabalho, José Roberto Peçanha, o presidente do sindicato, José Eulálio, e o diretor de Operações da empresa, Olivier Ricard, se dirigiram ao porto, onde estavam concentrados os trabalhadores em greve, para comunicar o resultado da reunião.

Durante dois dias, os canteiros de obras teriam ficado parados com a adesão de cerca de 8 mil trabalhadores ao movimento, segundo a entidade representativa da classe. No entanto, a assessoria da OSX havia garantido, no final da tarde da última terça-feira, não ter havido atraso no calendário do empreendimento.

Na manhã de ontem, eles não fecharam os acessos ao porto, porém, na entrada do empreendimento, impediram que outros trabalhadores entrassem. Eles iniciaram o movimento com uma manifestação, na manhã de terça-feira, para reivindicar pagamentos de salários atrasados, plano de saúde, 30% de periculosidade, vale-alimentação e horas extras. Na terça à tarde já tinha ocorrido uma reunião para tentar encerrar o impasse, o que acabou não acontecendo.

De acordo com a assessoria da LLX e OSX, as medidas judiciais já estariam sendo tomadas para liberar o acesso desses trabalhadores, em caso de continuidade do movimento, mas que o cronograma de obras permanecia normal, mesmo com a paralisação do pessoal da Acciona. Isso porque as obras estariam adiantadas, segundo a assessoria, que ainda disse que acompanhavam as negociações entre a construtora e seus funcionários

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