Encontrar uma
porta de saída para o programa Cheque Cidadão a fim de que seus beneficiários
ingressem em programas de qualificação profissional e não se mantenham
eternamente dependentes da ajuda de programas sociais. Foi este o eixo central
e o tom dos debates no seminário “Do Cheque Cidadão à Assinatura da Carteira de
Trabalho”, realizado ontem na Câmara de Campos.
A vereadora
Auxiliadora Feitas (PHS), presidente do Grupo de Trabalho Extraordinário que
terá a tarefa de aprofundar a discussão da capacitação e os caminhos do Cheque
Cidadão, considerou que os programas sociais são essenciais como instrumento de
proteção às famílias mais vulneráveis, mas é preciso ir além. “Os programas são
essenciais porque uma pessoa não pode passar por privações como a falta de
condições mínimas de sobrevivência. Mas precisamos ir além, garantir direitos
sociais, civis e de cidadania”, declarou.
Auxiliadora
explicou que o seminário foi antecedido por uma série de encontros entre o
Grupo de Trabalho que preside e agentes públicos e privados com
responsabilidade na questão das políticas sociais e capacitação. “Antes de
iniciarmos este seminário, fizemos vários encontros com os secretários e outros
gestões que trabalham com programas assistenciais e de capacitação para que
chegássemos a um diagnóstico da situação”, acrescentou.
A secretária
de Família e Assistência, Izaura Freire, disse que programas como o Cheque
Cidadão e o Bolsa Família visam a atender as necessidade básicas de pessoas
excluídas e em situação de extrema vulnerabilidade.
— O Cheque
Cidadão é um direito dessas pessoas, sim, mas discutir esses programas também é
necessário. Como muita responsabilidade, precisamos estimular os seus
beneficiários a aproveitar as oportunidades, a fim de que eles sejam
protagonistas de sua própria história — declarou a secretária.
Oposição — No
início deste ano, ao tomar conhecimento sobre os planos do governo em relação
ao Cheque Cidadão, o vereador Fred Machado (PSD) lembrou de uma promessa de
campanha da prefeita Rosinha (PR).
— Agora falam
em acabar, mas na campanha a prefeita prometeu dobrar o valor. E os recursos
estavam previstos no Orçamento. Porém, a prefeita mudou de ideia e utilizou os
recursos para outros fins — disse Fred Machado, que teve um pedido de
informação sobre o tema negado no plenário da Casa.

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