segunda-feira, 15 de abril de 2013

Em Morro do Coco, população diz não ter o que comemorar



No distrito de Morro do Coco, em Campos, dos aborrecimentos listados há dois meses, somente o transporte coletivo parece estar funcionando. Segundo os moradores, a saúde continua deixando a desejar, a educação permanece frágil na escola municipal Lulo Ferreira de Araújo, ainda falta uma área de lazer e casas continuam interditadas pela Defesa Civil.

Na semana passada, os moradores do distrito comemoravam a festa de Nossa Senhora da Penha, que é tradição em Morro do Coco. Entretanto, não há muito que comemorar. A dona de casa Jesilane Rangel, 30 anos, afirmou que a o posto de saúde deixa a desejar.

— O posto de saúde tem um atendimento fraco demais. Eu nem perco meu tempo em ir lá procurar médico e remédios, porque nunca acho. Na minha opinião, isso não é certo. Porque, muitas vezes, ficamos dependentes de Campos — disse.

Este aborrecimento não aflige somente esta dona de casa. A cabeleireira Jéssica Fontoura, 27 anos, explicou que o problema não é recente. “Quantas vezes temos que ir de madrugada pegar ficha e demora meses para sermos atendidos?”.

Alguns moradores afirmaram também que, neste posto, faltam médicos. “Além de irmos para a porta do posto de madrugada, temos que conviver com a ausência de dentista, pediatra”, explicou a dona de casa Ana Maria da Silva Paes, 70 anos.

Em nota, a secretaria municipal de Comunicação informou que a Unidade Básica de Saúde (UBS) de Morro do Coco funciona 24 horas com atendimento médico e odontológico. De acordo com os departamentos médico e de odontologia, ambos atendimentos estão sendo feitos normalmente. Os pediatras atendem às sextas-feiras, por ser uma especialidade, e os dentistas trabalham em plantão de 24 horas.

Em relação à educação, mais transtornos aos moradores. A dona de casa Josilane Rangel informou que o ensino da escola municipal Lulo Ferreira Araújo permanece debilitado, sem sala de informática, biblioteca e refeitório. “A escola continua sem sala de informática, sem biblioteca. Além disso, o ensino é muito fraco?”, comentou a dona de casa.

A direção da escola explicou que a unidade estava com alguns professores licenciados, mas o problema já foi solucionado com a chegada de novos profissionais. Foi informado, ainda, que será implantado o Programa Mais Educação, com aulas de reforço e atividades esportivas.

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