Segundo a
Defesa Civil de Campos, o nível do rio Ururaí continua em elevação e o alerta
também. As famílias que precisaram sair de suas casas na semana passada
continuam abrigadas na Escola Municipal Pequeno Frederico, que tiveram as aulas
suspensas até que os desabrigados voltem para suas casas.
Enquanto
isso, na comunidade da Ilha, também no subdistrito de Ururaí, mais casas
começaram a ser atingidas e o secretário de Defesa Civil, Henrique Oliveira,
não descartou a possibilidade de mais famílias ficarem desalojadas. No último
final de semana, o Canal de Tócos transbordou e a Defesa Civil informou que o
problema foi motivado pela falta de dragagem dos canais que deveria ser feito
pelo Instituto Estadual do Ambiente (Inea).
Ainda segundo
Henrique Oliveira, o rio Ururaí atingiu na manhã de ontem 3,47 metros, sendo
que seu nível de transbordo é de 3,50 metros. A previsão do Centro de Previsão
de Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC) do Instituto Nacional de Pesquisas
Espaciais (Inpe) mostrou que há possibilidades de pancadas de chuva a partir da
tarde de hoje. A temperatura máxima no Estado chega a 32° C e a mínima 22° C.
À espera de
uma casa popular, as pessoas abrigadas na Escola Municipal Pequeno Frederico
reclamaram da falta de assistência. A dona de casa Kátia Lemos, de 34 anos,
contou que está inscrita há cerca de três anos e não foi contemplada. “Deram a
casa para quem estava às margens da BR-101 e nós que moramos em um lugar que
sempre alaga toda vez que o rio enche, estamos esperando ainda e sem previsão”,
disse.
A dona de
casa Vanuza de Oliveira, de 40 anos, disse que a filha precisou ir para sua
casa porque a residência dela foi atingida pelo rio Ururaí e a Defesa Civil não
tinha feito a remoção dela. “Ela não tem condições de ficar em uma casa
inundada de água misturada com esgoto. Tem filhos pequenos e na minha casa
também não dá para todos os móveis dela”, comentou.

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