Experientes executivos do mercado costumam dizer que quando
uma grande empresa começa a demitir funcionários - e a sanear seus próprios
custos – em breve a imprensa anunciará a venda de parte de suas ações. Quando
as empresas do grupo EBX – entre elas a OGX - promoveram a demissão de mais de
uma centena de funcionários, os profetas acenderam suas bolas de cristal.
Matéria publicada na Folha de São Paulo no domingo revelou
um pacote de ajuda do governo para as empresas “X” - líder do ranking dos
grandes grupos escolhidos para receber dinheiro subsidiado. O grupo negocia
ainda com a petroleira russa Lukoil, interessada em ficar com 40% da OGX. É
claro que todas as partes envolvidas negam agora para, em breve, anunciar esta
grande operação. E, mais uma vez, voltou-se a falar também do grupo malaio
Petronas – aquele das torres gêmeas da Ásia.
A reportagem no jornalão paulista repercutiu imediatamente
na Bovespa. Os papéis da OGX subiram 18,38% e o mercado inteiro voltou a
sorrir. Houve aplausos e críticas.
As cidades de Campos dos Goytacazes e São João da Barra
vivem a expectativa de que os empreendimentos de Eike Batista tenham sucesso.
Todos torcemos por isso.

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