O governo do
estado ampliará neste ano sua participação na Offshore Technology Conference
(OTC), que foi aberta no último domingo, em Houston, no Texas. Além de enviar
um grupo para participar de conferências técnicas, a secretaria de
Desenvolvimento Econômico terá, pela primeira vez, um estande na maior feira
mundial de tecnologia offshore de petróleo. Durante o evento serão divulgados
os mecanismos da Companhia de Desenvolvimento Industrial do Estado do Rio de
Janeiro (Codin) e da Agência Estadual de Fomento (AgeRio) destinados a atrair
investimentos ao território fluminense.
Responsável
pelo Hospital Escola Álvaro Alvim (HEAA), a Fundação Benedito Pereira Nunes
está sub judice em relação à condição de filantropia de que hoje desfruta pelas
atitudes de seu ex-presidente Jair Araújo Junior. Denunciado por improbidade no
comando da instituição, ele decidiu se afastar do cargo após cometer uma série
de irregularidades num concurso para o Programa de Saúde da Família que
motivaram centenas de ações na justiça.
O Ministério
Público Federal acatou as denúncias e instaurou inquérito civil público para
investigar as funções, horários de trabalho, assentos funcionais, uso indevido
de cargos públicos, simulações de pedidos de demissão e empregos privados do
ex-presidente Jair Araújo Junior.
Segundo
informações de uma fonte no próprio HEAA, apesar da terceirização de serviços a
clientes privados, os quimioterápicos são comprados pelo CNPJ da Fundação
Álvaro Alvim – aproveitando as benesses fiscais concedidas a entidades
filantrópicas – mas são utilizados pelo Oncocentro/Clínica Santa Maria (nomes
grafados juntos nos receituários do Oncocentro) nos pacientes oncológicos ali
atendidos.
Ainda segundo
a fonte, o Oncocentro/Santa Maria – que atende a outros convênios em sua sede
da Rua Conselheiro Otaviano nº 195 – adquire para aplicação em pacientes
particulares e de outros convênios fora do SUS a maior parte dos
quimioterápicos também pela Fundação Benedito Pereira Nunes, aumentando de
forma fictícia as despesas do HEAA.
Nos livros de
registros das promotorias em Campos dos Goytacazes – durante a gestão de Jair
Araújo Junior – pesaram contra a Fundação Benedito Pereira Nunes, a Faculdade
de Medicina de Campos e Hospital Escola Álvaro Alvim seis inquéritos civis
públicos em andamento que vão desde a utilização irregular de animais em
pesquisas, improbidade administrativa, a criação de empecilho para o
atendimento de pacientes, celebração de convênio irregular, pedido de
esclarecimento sobre a natureza de serviços de oncologia até o conflito de
interesses e favorecimento.
Procurado por
nossa reportagem às vésperas da publicação de matéria que, no dia 5 de abril,
denunciou o conflito entre interesses públicos e privados e irregularidades que
estariam ocorrendo no Oncocentro, o diretor do Hospital Escola Álvaro Alvim,
Dr. Jair Araújo, disse que o responsável por todo e qualquer assunto
relacionado ao Oncocentro é o Dr. Frederico Barbosa: “Eu sou apenas o diretor
geral da instituição hospitalar e não há necessidade de que faça nenhuma
manifestação”, disse.
Por sua vez,
o diretor clínico do Oncocentro, Dr. Frederico Barbosa – naquela ocasião -
revelou: “Eu sou o responsável pela parte técnica do Oncocentro. Portanto, os
assuntos relacionados às questões contratuais têm de ser tratados com o
presidente da Fundação Benedito Pereira Nunes, Dr. Márcio Sidney Pessanha”. Na
mesma época, o Dr. Pessanha afirmou que só poderia atender o jornalista do
Terceira Via na segunda-feira, mas pediu que o repórter enviasse um e-mail com
as perguntas que, segundo ele, seriam respondidas antes de a matéria ser
publicada.
Procurado
novamente pela reportagem na semana passada, o diretor do Hospital Escola
Álvaro Alvim, Jair Araújo, disse que não recebeu nenhum comunicado da Polícia
Federal. Jair Araújo Junior cumpre
hercúlea carga horária semanal em diversas atividades remuneradas, como, por
exemplo, 20 horas na Polícia Militar, outras 20 horas na Faculdade de Medicina
de Campos, mais 20 horas no Ministério da Saúde e 40 horas no HEAA. Para honrar
todos estes compromissos, trabalhando 100 horas por semana, estima-se que, de
domingo a domingo, cumpra carga superior a 14 horas diárias. Isso sem
considerar os traslados. Além disso, ele ainda coordena o serviço de cirurgia
geral da Beneficência Portuguesa. Uma ação no Ministério Público investiga esse
acúmulo funcional.
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