Está certo
que o presidente do STF, às vezes, passa da conta e tem arroubos de mau humor e
excesso de autoridade. Mas o homem que condenou os mensaleiros tem o direito de
se expressar como acadêmico e professor - e dar sua opinião pessoal –
principalmente durante palestra em um instituto de educação superior.
Joaquim
Barbosa não disse nenhuma novidade, mas sim o que todos sabemos: os partidos
políticos do país são de "mentirinha" e "inteiramente dominados"
pelo Executivo. É assim, em todos os níveis: federal, estadual e municipal –
inclusive no âmbito da cidade de Campos dos Goytacazes.
Segundo
Barbosa, a população não se identifica com os partidos que a representam. E
acrescentou: “O brasileiro não vê consistência ideológica e programática em
nenhum dos partidos. E tampouco os partidos e os seus líderes partidários têm
interesse em ter consistência programática ou ideológica. Querem o poder pelo
poder." É duro ouvir isso. Ainda mais quando é verdade.
Disse ainda o
ministro: “Temos um órgão de representação que não exerce em sua plenitude o
poder que a Constituição lhe atribui, que é o poder de legislar."
Essa
subserviência ao Executivo, no entanto, é muito mais ampla do que sugere o
presidente da mais alta Corte brasileira. Curioso é que o Legislativo ainda se
sinta ofendido quando revelado em sua mais clara debilidade. Estranho é que
parlamentares se façam de ofendidos diante da mais pura verdade. Vestiram a
carapuça.

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