No distrito
de Baixa Grande, alguns problemas tiveram solução desde a última visita da
equipe de reportagem da Folha da Manhã. De acordo com os moradores, a obra que
estava parada na rua Manuel Cirino Onça voltou a funcionar; a área de lazer
está sendo construída em outro local, visto que, na última reportagem, eles
reclamaram que a atual estaria localizada muito próxima a RJ 216(Campos-
Farol). Entretanto, eles ainda estão preocupados, já que esta quadra continua
abandonada e crianças ainda correm risco. No que diz respeito ao transporte coletivo
e creche, as pessoas desta localidade também não têm mais o que reclamar. Mas,
como nem tudo são flores, o posto de saúde continua gerando grandes
insatisfações e alguns terrenos permanecem sem limpeza.
Em fevereiro,
os moradores deste distrito reclamaram de uma obra de galeria pluvial que
estava parada há tempo. Entretanto, segundo eles, há cerca de vinte dias a obra
voltou a funcionar. A comerciante Lucia de Queiroz, de 33 anos, se mostrou
satisfeita. “Foi muito bom está obra ter voltado a funcionar, porque esta rua
ficava intransitável quando chovia. Além do mais, ela ficou mais tempo parada
do que funcionando”, ressaltou.
A dona de
casa Maria da Penha Andrade, de 70 anos, concordou com a comerciante, porém,
ela acha que mais funcionários deveriam trabalhar. “Sei o tamanho do benefício
que esta obra trará e ficamos agradecidos, mas acho que mais homens deveriam
trabalhar para acabar mais rápido”.
A secretaria
de Obras e Urbanismo informou, em nota, que as obras no distrito de Baixa
Grande estão ocorrendo dentro do prazo e com andamento normal.
Outro
problema que vem sendo amenizado diz respeito à construção de uma nova área de
lazer. As pessoas desta localidade se dizem satisfeitas com a construção,
entretanto, as crianças ainda brincam na quadra que está abandonada e
localizada muito próxima a RJ-216.
— Estão
construindo outra área de lazer e acho isso ótimo, porque esta aqui é
perigosa. As crianças jogam bola e ela
cai na rodovia. Acidentes já aconteceram por causa disso. Apenas acho que
enquanto a outra não fica pronta, esta aqui deveria ter grades maiores e
iluminação, porque os holofotes estão destruídos, assim como toda a quadra —
pontuou a dona de casa Gabriela Freitas, de 33 anos.
Foi explicado
pela secretaria de Obras e Urbanismo que serão enviados técnicos para verificar
a manutenção da praça.
Em fevereiro,
as pessoas desta localidade reclamaram do transporte coletivo e alguns
moradores afirmaram que a creche estaria fechada, fato que foi contestado pela
secretaria de Educação. Desta vez, eles reconheceram melhorias. “Os ônibus têm
passado corretamente, nos horários certinhos. Não perdemos mais horas nos
pontos”, declarou a dona Maria da Penha Andrade.
Terrenos
baldios dão aspecto de abandono
Os terrenos
baldios, com acúmulo de mato alto, também foram citados por alguns moradores.
De acordo com eles, isso implica na aparência e higiene do distrito, neste
caso, a falta de higiene.
— Fico
preocupada com ratos, cobra e outros animais peçonhentos, porque com este
acúmulo de mato, fica mais fácil. Além disso, outro fator que preocupa é a
escuridão que é gerada e a insegurança, porque vira alvo fácil para usuários de
drogas e bandidos. Por que não existe limpeza?— questionou o trabalhador rural
Afonso Aguiar, de 39 anos.
O coordenador
de Fiscalização de Posturas afirmou, em nota, que equipes de fiscais estiveram
no distrito para averiguar a situação. Entretanto, ele afirmou que os mesmo
voltarão para ao distrito nesta semana.
Atendimento
lento e falta de medicamento
As melhorias
foram reconhecidas, porém, de acordo com as pessoas que vivem em Baixa Grande,
a saúde carece de atenção. Elas afirmaram que o atendimento continua lento e
que, ainda faltam remédios e médicos. A dona de casa Maria da Penha Andrade
afirmou que não encontra diversos medicamentos.
— Este posto
precisa de melhorias e rápido. Onde já se viu? Moramos afastados de Campos,
temos que depender do posto daqui. Muitas vezes, chegamos lá e não encontramos
Rivoltril e Caverdilol e eu preciso — declarou a dona de casa que ainda
questionou fato de chegar à fisioterapia e dividir o espaço com defuntos.
Em nota, a
secretaria de Saúde afirmou que os dois medicamentos não estão em falta e o
problema será verificado junto à Unidade Básica de Saúde, que não solicitou a
reposição dos remédios mencionados. No que diz respeito à reclamação de
defuntos na unidade de saúde, a secretaria afirmou não procede.

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