segunda-feira, 6 de maio de 2013

População aponta algumas melhorias



No distrito de Baixa Grande, alguns problemas tiveram solução desde a última visita da equipe de reportagem da Folha da Manhã. De acordo com os moradores, a obra que estava parada na rua Manuel Cirino Onça voltou a funcionar; a área de lazer está sendo construída em outro local, visto que, na última reportagem, eles reclamaram que a atual estaria localizada muito próxima a RJ 216(Campos- Farol). Entretanto, eles ainda estão preocupados, já que esta quadra continua abandonada e crianças ainda correm risco. No que diz respeito ao transporte coletivo e creche, as pessoas desta localidade também não têm mais o que reclamar. Mas, como nem tudo são flores, o posto de saúde continua gerando grandes insatisfações e alguns terrenos permanecem sem limpeza.
Em fevereiro, os moradores deste distrito reclamaram de uma obra de galeria pluvial que estava parada há tempo. Entretanto, segundo eles, há cerca de vinte dias a obra voltou a funcionar. A comerciante Lucia de Queiroz, de 33 anos, se mostrou satisfeita. “Foi muito bom está obra ter voltado a funcionar, porque esta rua ficava intransitável quando chovia. Além do mais, ela ficou mais tempo parada do que funcionando”, ressaltou.

A dona de casa Maria da Penha Andrade, de 70 anos, concordou com a comerciante, porém, ela acha que mais funcionários deveriam trabalhar. “Sei o tamanho do benefício que esta obra trará e ficamos agradecidos, mas acho que mais homens deveriam trabalhar para acabar mais rápido”.

A secretaria de Obras e Urbanismo informou, em nota, que as obras no distrito de Baixa Grande estão ocorrendo dentro do prazo e com andamento normal.

Outro problema que vem sendo amenizado diz respeito à construção de uma nova área de lazer. As pessoas desta localidade se dizem satisfeitas com a construção, entretanto, as crianças ainda brincam na quadra que está abandonada e localizada muito próxima a RJ-216.

— Estão construindo outra área de lazer e acho isso ótimo, porque esta aqui é perigosa.  As crianças jogam bola e ela cai na rodovia. Acidentes já aconteceram por causa disso. Apenas acho que enquanto a outra não fica pronta, esta aqui deveria ter grades maiores e iluminação, porque os holofotes estão destruídos, assim como toda a quadra — pontuou a dona de casa Gabriela Freitas, de 33 anos.

Foi explicado pela secretaria de Obras e Urbanismo que serão enviados técnicos para verificar a manutenção da praça.
Em fevereiro, as pessoas desta localidade reclamaram do transporte coletivo e alguns moradores afirmaram que a creche estaria fechada, fato que foi contestado pela secretaria de Educação. Desta vez, eles reconheceram melhorias. “Os ônibus têm passado corretamente, nos horários certinhos. Não perdemos mais horas nos pontos”, declarou a dona Maria da Penha Andrade.

Terrenos baldios dão aspecto de abandono

Os terrenos baldios, com acúmulo de mato alto, também foram citados por alguns moradores. De acordo com eles, isso implica na aparência e higiene do distrito, neste caso, a falta de higiene.
— Fico preocupada com ratos, cobra e outros animais peçonhentos, porque com este acúmulo de mato, fica mais fácil. Além disso, outro fator que preocupa é a escuridão que é gerada e a insegurança, porque vira alvo fácil para usuários de drogas e bandidos. Por que não existe limpeza?— questionou o trabalhador rural Afonso Aguiar, de 39 anos.
O coordenador de Fiscalização de Posturas afirmou, em nota, que equipes de fiscais estiveram no distrito para averiguar a situação. Entretanto, ele afirmou que os mesmo voltarão para ao distrito nesta semana.

Atendimento lento e falta de medicamento

As melhorias foram reconhecidas, porém, de acordo com as pessoas que vivem em Baixa Grande, a saúde carece de atenção. Elas afirmaram que o atendimento continua lento e que, ainda faltam remédios e médicos. A dona de casa Maria da Penha Andrade afirmou que não encontra diversos medicamentos.
— Este posto precisa de melhorias e rápido. Onde já se viu? Moramos afastados de Campos, temos que depender do posto daqui. Muitas vezes, chegamos lá e não encontramos Rivoltril e Caverdilol e eu preciso — declarou a dona de casa que ainda questionou fato de chegar à fisioterapia e dividir o espaço com defuntos.
Em nota, a secretaria de Saúde afirmou que os dois medicamentos não estão em falta e o problema será verificado junto à Unidade Básica de Saúde, que não solicitou a reposição dos remédios mencionados. No que diz respeito à reclamação de defuntos na unidade de saúde, a secretaria afirmou não procede.

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