sexta-feira, 21 de junho de 2013

Apoio para estimular produção de etanol


Uma boa notícia para a indústria do etanol promete
animar os produtores campistas de cana-de-açúcar. Uma redução nos juros de financiamentos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) foi concedida para a renovação de antigas áreas de plantio e ampliação dos canaviais. A medida foi tomada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), que também reformulou o programa ProRenova, com o objetivo de instigar e inovar a produção do setor.

As taxas foram reduzidas para 5,5% ao ano. Anteriormente, os juros correspondiam a taxa de juros de longo prazo (TJLP), atualmente em 5% ao ano, mais 1,3% ao ano e taxa de intermediação de 0,5% para empresas médias e grandes, com faturamento de mais de R$ 90 milhões anuais. Para os pequenos produtores, o custo financeiro contabilizava a TJLP mais 0,9% ao ano.
Com a reformulação, o ProRenova — que tem orçamento de R$ 4 bilhões para 2013 — foi dividido em duas vertentes: o ProRenova-Rural dará apoio a produtores rurais e cooperativas e o ProRenova-Industrial é destinado a empresas que participam da cadeia de produção de açúcar e de etanol, como usinas e destilarias.

Além disso, o Programa de Incentivo à Inovação Tecnológica na Produção Agropecuária (Inovagro) também foi instituído pelo CMN com a meta de estimular inovações e melhorias tecnológicas nas plantações de cana-de-açúcar.

Para o secretário de Agricultura de Campos, Eduardo Crespo, a iniciativa é bem-vinda e representa uma ação importante no aquecimento da indústria, apesar de dificilmente ser uma solução para a crise atual do preço do açúcar e do etanol.
— Estamos vivendo um momento muito delicado. Essas intervenções vão melhorar a competitividade e qualidade do setor, que é consolidado a nível nacional. Infelizmente, apenas as ações do governo local não são suficientes para reverter a crise do preço, e essas ações, infelizmente, talvez não sejam suficientes para causarem impacto aos pequenos produtores de Campos — destacou o secretário.

Segundo o presidente da Associação dos Plantadores de Cana (Asflucan), Carlos Frederico Veiga, a redução dos juros e o incentivo às inovações tecnológicas nas lavouras não são medidas suficientemente efetivas para fazer o setor se destacar no mercado.

— Aprovo os esforços que estão finalmente sendo feitos para instigar a indústria do etanol, até porque deixaram de nos atender por um bom tempo em nossa região. Porém, isso não é suficiente para sairmos da situação de mercado desfavorável que temos sofrido devido ao preço do açúcar. O preço está muito baixo e essas medidas se tornam inertes à medida que não há preço. Acredito que é preciso que o governo se estruture para organizar o controle da produção. Além disso, a melhor medida para sairmos dessa situação é estimular o maior consumo do etanol em detrimento à gasolina — disse Veiga.

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