Em toda a
extensão do Mercado Municipal é fácil encontrar carnes expostas no balcão. Fato
condenado pela Vigilância Sanitária em Campos, que tem realizado um trabalho
educativo — de boas práticas de manipulação de alimentos e parte estrutural,
que influencia na questão dos alimentos — com os açougueiros do Mercado. E pelo
que os pesquisadores da Universidade Estadual do Norte Fluminense puderam
observar não está sendo muito bem utilizado. Tanto que está sendo realizado um
projeto de extensão, “Avaliação das carnes comercializadas no município de
Campos dos Goytacazes”, onde busca conscientizar os consumidores e os próprios
açougueiros sobre o problema.
O projeto,
que já completa um ano, visitou cerca de 20 estabelecimentos no Mercado
Municipal, onde 90% estavam em estado crítico, no que diz respeito ao
acondicionamento e higienização. Fator que implica, muitas vezes, na saúde do
consumidor.
— Detectamos
falhas que podem comprometer a saúde das pessoas. Muitos consumidores se
preocupam mais com o preço do que com a higiene do local em que compram. Este
projeto busca alertar estas pessoas e, também, os açougueiros. Já realizamos
cursos para capacitar estes açougueiros, mas poucos compareceram — pontuou o
coordenador do projeto, Fábio Costa que ainda enfatizou a questão cultural,
onde as pessoas não estão acostumadas em praticar mudanças, em quebrar paradigmas.
O mesmo lembrou que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), órgão
federal, normatiza algumas regras, mas, fica a cargo dos órgãos da prefeitura
fiscalizar. Atualmente, o projeto busca fechar uma parceria com a Vigilância
Sanitária.
A secretária
Célia Regina Carvalho, de 51 anos, afirmou que, raramente, compra carne no
Mercado Municipal. Segundo ela, a higienização deve ser fator principal.
— No meu
caso, o local e sua limpeza têm que falar mais alto. Sei que elas devem ficar à
mostra em local refrigerado e limpo. E no mercado, vemos muitos insetos
sobrevoando o alimento. Acho que a higiene conta mais que o preço, porque preço
barato não paga minha saúde. Espero que depois da reforma as coisas melhorem —
destacou a secretária.

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