sexta-feira, 21 de junho de 2013

Carnes expostas viram pesquisa


Em toda a extensão do Mercado Municipal é fácil encontrar carnes expostas no balcão. Fato condenado pela Vigilância Sanitária em Campos, que tem realizado um trabalho educativo — de boas práticas de manipulação de alimentos e parte estrutural, que influencia na questão dos alimentos — com os açougueiros do Mercado. E pelo que os pesquisadores da Universidade Estadual do Norte Fluminense puderam observar não está sendo muito bem utilizado. Tanto que está sendo realizado um projeto de extensão, “Avaliação das carnes comercializadas no município de Campos dos Goytacazes”, onde busca conscientizar os consumidores e os próprios açougueiros sobre o problema.

O projeto, que já completa um ano, visitou cerca de 20 estabelecimentos no Mercado Municipal, onde 90% estavam em estado crítico, no que diz respeito ao acondicionamento e higienização. Fator que implica, muitas vezes, na saúde do consumidor.

— Detectamos falhas que podem comprometer a saúde das pessoas. Muitos consumidores se preocupam mais com o preço do que com a higiene do local em que compram. Este projeto busca alertar estas pessoas e, também, os açougueiros. Já realizamos cursos para capacitar estes açougueiros, mas poucos compareceram — pontuou o coordenador do projeto, Fábio Costa que ainda enfatizou a questão cultural, onde as pessoas não estão acostumadas em praticar mudanças, em quebrar paradigmas. O mesmo lembrou que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), órgão federal, normatiza algumas regras, mas, fica a cargo dos órgãos da prefeitura fiscalizar. Atualmente, o projeto busca fechar uma parceria com a Vigilância Sanitária.

A secretária Célia Regina Carvalho, de 51 anos, afirmou que, raramente, compra carne no Mercado Municipal. Segundo ela, a higienização deve ser fator principal.


— No meu caso, o local e sua limpeza têm que falar mais alto. Sei que elas devem ficar à mostra em local refrigerado e limpo. E no mercado, vemos muitos insetos sobrevoando o alimento. Acho que a higiene conta mais que o preço, porque preço barato não paga minha saúde. Espero que depois da reforma as coisas melhorem — destacou a secretária.

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