quarta-feira, 26 de junho de 2013

Empresa é homologada para assumir a Usina Sapucaia, em Campos


A empresa MPE, que há mais de dois anos negocia na justiça a compra da Usina Sapucaia, está bem próxima de assumir a empresa. A juíza da 3ª vara civil, Flávia Justos, homologou a emissão de posse para a MPE na última terça-feira (25 de junho).

Na manhã desta quarta-feira (26), representantes da usina, ex-funcionários e o administrador judicial Fabrício Dazzi se reuniram para tratar os últimos acertos para o possível funcionamento e para o pagamento dos cinco mil setecentos e quarenta e nove trabalhadores. Treze milhões de reais já estão depositados desde o dia oito de novembro de 2012.


De acordo com Fabrício, apesar de ser pouco provável que a Surubim recorra, a decisão da justiça ainda cabe recurso, por isso os trabalhadores terão que esperar pelo menos dez dias para começarem a receber. “Esse dinheiro é referente aos direitos trabalhistas dos mais de cinco mil trabalhadores. Cabe ressaltar que eles não aguardam só este pagamento. Eles esperam que a Usina Sapucaia volte a operar o quanto antes, para que possam ter de volta, também, os seus trabalhos”, explicou.

Após a homologação, muitos trabalhadores agora estão esperançosos em receber os direitos trabalhistas. “Infelizmente o nosso dinheiro já está depositado há quase um ano e não podíamos receber. Espero que esse trâmite seja concluído logo e que possamos voltar ao trabalho”, disse o operador de máquinas Adão Nascimento.

Com onze mil e quinhentos hectares, a Usina Sapucaia já vinha sendo alvo de uma verdadeira batalha judicial. Em novembro de do ano passado foi aprovado o plano de recuperação judicial, e os trabalhadores e credores da usina já aguardavam receber os direitos trabalhistas, mas, por outra decisão judicial, os trabalhadores tiveram que a justiça reconhecesse, formalmente, a empresa vencedora do leilão. Na ocasião estavam a MPE, a Surubim e a Brasen.

A empresa tem dívidas trabalhistas, tributárias e com fornecedores na ordem de R$ 300 milhões. Economistas de Campos, que acompanham o setor, analisam que serão necessários investimentos imediatos de mais de R$ 300 milhões para o reinício das atividades industriais da usina, e de R$ 30 milhões somente no parque industrial

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