quinta-feira, 20 de junho de 2013

Oncobeda promove o I Simpósio de Cabeça e Pescoço


São registrados 550 mil casos de câncer de cabeça e pescoço por ano. Os principais fatores de risco são o tabagismo, ingestão alcoólica e infecções virais (HPV).  Para oferecer atendimento diferenciado no tratamento de pacientes com esta doença, o Centro Integrado de Oncologia, Oncobeda, promoveu na noite desta quarta-feira (19 de junho) o I Simpósio de Cabeça e Pescoço.
Segundo o oncologista clínico da equipe Oncobeda, Dr. Diogo Neves, a troca de informação entre uma equipe multidisciplinar na abordagem de um mesmo tratamento é fundamental para o paciente adquirir confiança e bons resultados. O encontro fez intercâmbio com profissionais que estão em Centros de Referência, como o cirurgião de Cabeça e Pescoço do Inca-RJ, Dr. Terence Farias.
Por meio de pesquisas, foram demonstrados os benefícios na incorporação da quimioterapia ao tratamento local. O tratamento concomitante - quimioterápico seguido ou associado à radioterapia - reduziu a mortalidade em 6,5% ao longo de cinco anos resultando na taxa de 64% de preservação do órgão (laringe). Para isso, a seleção do candidato ao tratamento multimodal é criteriosa. É preciso considerar variáveis como a idade, o estado físico e clínico e o apoio social do paciente.
Para o Terence Farias, a doença tem quase 100% de cura em estágio inicial. A taxa de sobrevida aparece entre 40 a 65%, considerada alta em se tratando de câncer.  “O câncer de cabeça e pescoço é uma área pouco explorada que vem crescendo gradativamente. Temos exemplos como o ex-presidente Lula e o ator americano Michael Douglas que tiveram câncer de laringe. O tratamento de radioterapia com quimioterapia representa 8% na redução de risco de mortalidade”, disse.  

Segundo a pós-doutoranda na Uenf, Dra. Moema Santos, os pacientes não tinham outra opção a não ser passar por tratamentos de radioterapia com efeitos adversos, como a inflamação das mucosas. Este efeito é um dos primeiros sinais clínicos que aparecem na cavidade bucal durante o tratamento antineoplásico de escolha (radioterapia e/ou quimioterapia). “Venho trazer a realidade para o grupo de que hoje o tratamento com laser de baixa intensidade é o que há de mais moderno para pacientes oncológicos. Esse tipo de tratamento tem efeito anestésico, anti-inflamatório, cicatrizante e não implica em efeitos tóxicos”, disse.

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