São
registrados 550 mil casos de câncer de cabeça e pescoço por ano. Os principais
fatores de risco são o tabagismo, ingestão alcoólica e infecções virais
(HPV). Para oferecer atendimento
diferenciado no tratamento de pacientes com esta doença, o Centro Integrado de
Oncologia, Oncobeda, promoveu na noite desta quarta-feira (19 de junho) o I
Simpósio de Cabeça e Pescoço.
Segundo
o oncologista clínico da equipe Oncobeda, Dr. Diogo Neves, a troca de
informação entre uma equipe multidisciplinar na abordagem de um mesmo
tratamento é fundamental para o paciente adquirir confiança e bons resultados.
O encontro fez intercâmbio com profissionais que estão em Centros de
Referência, como o cirurgião de Cabeça e Pescoço do Inca-RJ, Dr. Terence
Farias.
Por
meio de pesquisas, foram demonstrados os benefícios na incorporação da
quimioterapia ao tratamento local. O tratamento concomitante - quimioterápico
seguido ou associado à radioterapia - reduziu a mortalidade em 6,5% ao longo de
cinco anos resultando na taxa de 64% de preservação do órgão (laringe). Para
isso, a seleção do candidato ao tratamento multimodal é criteriosa. É preciso
considerar variáveis como a idade, o estado físico e clínico e o apoio social
do paciente.
Para
o Terence Farias, a doença tem quase 100% de cura em estágio inicial. A taxa de
sobrevida aparece entre 40 a 65%, considerada alta em se tratando de
câncer. “O câncer de cabeça e pescoço é
uma área pouco explorada que vem crescendo gradativamente. Temos exemplos como
o ex-presidente Lula e o ator americano Michael Douglas que tiveram câncer de
laringe. O tratamento de radioterapia com quimioterapia representa 8% na
redução de risco de mortalidade”, disse.
Segundo
a pós-doutoranda na Uenf, Dra. Moema Santos, os pacientes não tinham outra
opção a não ser passar por tratamentos de radioterapia com efeitos adversos,
como a inflamação das mucosas. Este efeito é um dos primeiros sinais clínicos
que aparecem na cavidade bucal durante o tratamento antineoplásico de escolha
(radioterapia e/ou quimioterapia). “Venho trazer a realidade para o grupo de
que hoje o tratamento com laser de baixa intensidade é o que há de mais moderno
para pacientes oncológicos. Esse tipo de tratamento tem efeito anestésico,
anti-inflamatório, cicatrizante e não implica em efeitos tóxicos”, disse.
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