Assunção
surpreendeu a diplomacia brasileira ao denunciar à Organização Mundial de
Comércio (OMC) a suspensão do Paraguai no Mercosul. No mesmo hiato de tempo em
que afastaram o parceiro, Argentina, Brasil e Uruguai admitiram a entrada da
Venezuela no bloco.
Os
ex-parceiros do Paraguai consideraram um momentâneo desequilíbrio político – o
impeachment do então presidente Fernando Lugo em 22 de junho de 2012 – para
justificar a retirada do país, ilegal aos olhos de Assunção. Como se
argentinos, brasileiros, uruguaios e venezuelanos vivessem no mais perfeito e
constante equilíbrio político e institucional.
O Paraguai
quer tornar sem efeito as decisões tomadas pelo grupo desde seu afastamento. Na
eleição para o diretor geral da OMC, o país firmou posição e votou no candidato
mexicano Herminio Blanco – preterindo o candidato brasileiro Roberto Azevêdo,
que acabou vencedor.
O Brasil é
destino de 21% das exportações paraguaias, comprando cerca de US$ 1 bilhão no
ano passado. Como âncora do Mercosul, nosso país perde tempo, dinheiro e
mercado.
Com economias
mais estáveis e prósperas que a Argentina, por exemplo, países como Chile e
México – e ainda Colômbia e Peru – firmaram importantes acordos comerciais com
a União Europeia e Estados Unidos. Com moedas mais interessantes que o peso
argentino ou o bolívar venezuelano, europeus e americanos – certamente –
estarão abertos a firmar parcerias com o Brasil. Desde que não traga a reboque
as economias manipuladas e decadentes de Argentina e Venezuela.

Nenhum comentário:
Postar um comentário