sexta-feira, 28 de junho de 2013

Se as ruas surpreenderam Dilma, imagine o Paraguai


Assunção surpreendeu a diplomacia brasileira ao denunciar à Organização Mundial de Comércio (OMC) a suspensão do Paraguai no Mercosul. No mesmo hiato de tempo em que afastaram o parceiro, Argentina, Brasil e Uruguai admitiram a entrada da Venezuela no bloco.
Os ex-parceiros do Paraguai consideraram um momentâneo desequilíbrio político – o impeachment do então presidente Fernando Lugo em 22 de junho de 2012 – para justificar a retirada do país, ilegal aos olhos de Assunção. Como se argentinos, brasileiros, uruguaios e venezuelanos vivessem no mais perfeito e constante equilíbrio político e institucional.
O Paraguai quer tornar sem efeito as decisões tomadas pelo grupo desde seu afastamento. Na eleição para o diretor geral da OMC, o país firmou posição e votou no candidato mexicano Herminio Blanco – preterindo o candidato brasileiro Roberto Azevêdo, que acabou vencedor.
O Brasil é destino de 21% das exportações paraguaias, comprando cerca de US$ 1 bilhão no ano passado. Como âncora do Mercosul, nosso país perde tempo, dinheiro e mercado.

Com economias mais estáveis e prósperas que a Argentina, por exemplo, países como Chile e México – e ainda Colômbia e Peru – firmaram importantes acordos comerciais com a União Europeia e Estados Unidos. Com moedas mais interessantes que o peso argentino ou o bolívar venezuelano, europeus e americanos – certamente – estarão abertos a firmar parcerias com o Brasil. Desde que não traga a reboque as economias manipuladas e decadentes de Argentina e Venezuela.

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