Estudantes de
Medicina matriculados em instituições do Brasil também farão o exame do Exame
Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos (Revalida), prova obrigatória para
médicos formados no exterior. Segundo o Instituto Nacional de Estudos e
Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), os alunos brasileiros farão a
prova como um pré-teste, por amostragem. O objetivo da medida é avaliar o
próprio o exame, para verificar se está adequado às diretrizes curriculares dos
cursos de Medicina no país.
A prova será
feita por alunos dos sexto ano, ainda este semestre, no mesmo dia em que for
aplicada aos formados no exterior. Ainda não há calendário definido e o Inep
não informou mais detalhes sobre o assunto. Veja aqui as provas e os gabaritos
da edição de 2011.
No dia 12 de
junho, em audiência na Câmara dos Deputados, o ministro da Saúde, Alexandre
Padilha, já havia anunciado a intenção de aplicar o Revalida a estudantes
brasileiros. O objetivo era avaliar o grau de dificuldade do exame, comparando
o desempenho dos brasileiros com os estrangeiros.
Idealizado em
parceria pelos ministérios da Saúde e da Educação, o Revalida confere validade
a diplomas expedidos por universidades estrangeiras. Ao todo, segundo o Inep,
884 médicos formados no exterior passaram pelo teste no ano passado, dos quais
560 eram brasileiros que estudaram em instituições estrangeiras e pretendiam
trabalhar no seu país de origem. Em seguida, estavam bolivianos (156), peruanos
(39) e colombianos (30). Apenas 77 do total de participantes foram aprovados.
Entre os
brasileiros, apenas 42 tiveram o diploma revalidado. Entre os que 441 que se
formaram na Bolívia, apenas 15 passaram, ou 3,65% do total. Cuba foi o segundo
país com maior número de médicos formados inscritos no Revalida em 2012: 182,
dos quais 20 foram aprovados. Em 2011, de 677 candidatos, somente 65 (9,6%)
foram aprovados.
O diretor da
Faculdade de Medicina da Universidade Federal Fluminense (UFF), José Carlos
Trugilho, disse que já sabia dessa possibilidade. Segundo ele, a proposta foi
apresentada pelo MEC em uma reunião em Brasília, no ano passado.
- O índice de
reprovação nesta prova tem sido muito grande. E a proposta é mostrar que ela
não é um dispositivo feito para reprovar, mas que está sim no nível das pessoas
que acabaram de se formar no Brasil. Isso deve mostrar como o exame é feito de
maneira honesta, mostrando a clareza da avaliação - disse.
Segundo ele,
é provável que a prova não gere resultados individuais ou rankings de
universidades, mas estatísticas gerais que mostrem o desempenho alcançado pelos
alunos. Sobre as expectativas para os resultados, Carlos é otimista:
- Como vejo
que os alunos da UFF têm conseguido aprovação em residências, acredito que não
terão dificuldade. Acho que a prova é condizente com o nível dos brasileiros -
pontuou.
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