quarta-feira, 10 de julho de 2013

Episódio de espionagem é evento midiático


O episódio internacional que revela a espionagem norte-americana na internet e telefonia brasileiras tem tudo para se tornar um grande evento de Comunicação.

Não somente pelo fato de nossas telecomunicações terem sido violadas pelos serviços secretos americanos. Mas também porque a imprensa vai dar grande espaço para o ocorrido. E ainda, serão adotados procedimentos técnicos que passarão pela administração de crises, assessoria de imprensa, alinhamento de discursos e gestão da informação – importantes ferramentas de Comunicação.

Orientadas por seus assessores, nossas autoridades parecerão indignadas frente ao que chamarão de invasão, espionagem e violação de soberania. Do outro lado, administrando o momento difícil, Obama pouco aparecerá na mídia e o assunto será sempre tratado como um mero monitoramento de conteúdo. Coisa que - diriam se pudessem – somente se concebe em países de primeiro mundo.

Na lida com a imprensa, enquanto Dilma só poderia contar com o previsível Franklin Martins, os norte-americanos lançarão mão de seus principais gestores de informação e especialistas em crises. Em alguns dias, os países lançarão notas conjuntas – alinhando os discursos - repudiando toda e qualquer invasão de privacidade e que providências para mudar o cenário atual serão tomadas.


Usando a linguagem que todos entendemos, os americanos sequer levarão cartão amarelo, quando muito, um olhar de censura do árbitro. Pode isso, Arnaldo? E essa arapongagem norte-americana, em breve, será motivo de boas risadas. Infelizmente.

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