quinta-feira, 4 de julho de 2013

O que dizer do grupo EBX numa hora dessas?


Para formar o seu conglomerado de empresas, o bilionário Eike Batista atraiu um time de executivos importantes de grandes companhias brasileiras – que batizou de “dream team”. O sonho era obter resultados multiplicados – daí o uso da letra “X” (o sinal de multiplicação) – em todas elas.
Em 27 de junho do ano passado, o conglomerado viveu grave crise de credibilidade ao perder, num único dia, R$ 10,74 bilhões. Os mercados e investidores ficaram desconfiados com o anúncio da petroleira OGX de uma revisão drástica dos números – de 20 mil para cinco mil barris diários - da produção prevista para o poço de Tubarão Azul, na Bacia de Campos.
No dia 18 de janeiro deste ano, Eike Batista anunciou o nome do presidente da Firjan - o experiente Eduardo Eugenio Gouvêa Vieira – como o novo vice-presidente da EBX. Acostumado a tocar uma instituição sólida, Eduardo Eugenio logo entendeu a situação e, menos de 50 dias depois, pedia demissão desejando boa sorte. Para muitos, esta foi a senha de que as coisas iam de mal a pior.
Como empresário, Eike Batista tinha atitudes pouco ortodoxas. Segundo pessoas próximas, ele dava prêmios antes mesmo de receber os resultados e desdenhava os mais cuidadosos diante de situações de risco. Adepto do “greed and fear”, sentimento de ganância e risco que acomete, por exemplo, investidores mais arrojados e mesmo jogadores numa rodada de pôquer, ele ousou. Mas o “dream team” perdeu o jogo.
Na região Norte do estado, Batista semeou um sonho que levou diversos investidores a navegar na mesma canoa do progresso e da riqueza.  A cidade de Campos, por exemplo, experimentou uma especulação imobiliária jamais vivida. São João da Barra abriu as portas para o novo Eldorado.
Empresa que integra o grupo EBX, a OGX vive grave crise de credibilidade. Suas ações desvalorizaram 95% e atingiram a cotação inferior a R$ 0,50. Esta ação fechou ontem cotada a R$ 0,39. Menos que o valor de um bombom.

Vivendo seu próprio inferno astral, o Governo não se manifesta sobre este problema que é nacional.

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