DAR ES
SALAAM, Tanzânia, 1 Jul (Reuters) - O presidente norte-americano, Barack Obama,
busca construir uma nova parceria econômica com a África ao visitar a Tanzânia
nesta segunda-feira, a última escala de sua viagem ao continente, onde os
Estados Unidos enfrentam a concorrência da China.
A viagem de
Obama a Dar es Salaam ocorre três meses após a visita do presidente chinês, Xi
Jinping, que veio logo após assumir o cargo. Muitos africanos veem a visita de
Obama a três países africanos como uma tentativa de se igualar.
O presidente
dos Estados Unidos, cuja chegada foi marcada por uma salva de 21 tiros, vai se
encontrar com seu antecessor, George W. Bush, que também está visitando o país.
Eles participarão de uma cerimônia na terça-feira para colocar uma coroa de
flores em homenagem àqueles mortos no bombardeio da embaixada dos EUA em 1998
na Tanzânia.
A China
construiu estradas, aeroportos e outras obras de infraestrutura na África, mas
teve que se defender de algumas críticas de que estava explorando a riqueza
mineral do continente para alimentar a sua gigante base industrial. A Tanzânia
está em negociações com a China sobre planos para um novo porto.
Obama disse
na África do Sul, a segunda parada de uma viagem que começou no Senegal, que
seu país não foi ameaçado pelo papel da China, mas disse aos africanos para se
certificarem de que todos os investidores estejam retribuindo à África, além de
consumirem suas matérias-primas.
Aparentemente
tentando recuperar o terreno, Washington planeja uma iniciativa de 7 bilhões de
dólares para ajudar a amenizar a falta de energia elétrica no continente. Na
terça-feira, Obama visitará uma usina independente na Tanzânia gerida desde
2011 pela norte-americana Symbion.
A Casa Branca
disse que Obama lançará nesta segunda-feira um projeto na Tanzânia chamado
Comércio na África, inicialmente com foco em um bloco comercial do leste
africano que tem uma população total de 130 milhões de pessoas. O projeto
poderá ser ampliado, acrescentou o comunicado.
Embora em
rápido crescimento, economistas dizem que a economia da Tanzânia poderá
expandir mais rápido com energia confiável e mais comércio interno. As empresas
na Tanzânia se queixam frequentemente das despesas para manter geradores de
energia reserva e outros custos relacionados.
Muitos
quenianos ficaram chateados com o fato de Obama ter escolhido a Tanzânia e não
o Quênia, a maior economia da África Oriental, para a sua terceira escala.
Explicando
sua decisão, Obama disse que não era o "momento ideal" para viajar a
Nairóbi, quando o novo governo queniano estava lidando com casos no Tribunal
Penal Internacional de Haia. Ele também disse que poderia visitar o país mais
para frente.
.jpg)
Nenhum comentário:
Postar um comentário