A votação do
projeto de lei que direciona os recursos dos royalties do petróleo à
educação e à saúde (PL 323/07) é a
prioridade do Plenário na terça e na quarta-feira (16 e 17). O texto conta com
urgência constitucional e tranca os trabalhos. Os deputados já votaram o
parecer do relator, deputado André Figueiredo (PDT-CE), e mantiveram a maior
parte do texto da Câmara.
Entretanto,
se algum dos destaques for aprovado, o texto pode mudar. Desses destaques, três
apresentados pelo PMDB retomam a redação do Senado.
A principal
diferença entre as duas versões é quanto ao uso dos recursos que serão alocados
no Fundo Social. Esse fundo receberá os royalties da União conseguidos com os
contratos de concessão de áreas de pré-sal, com parcela do bônus de assinatura
e por rendimentos obtidos com a venda da parcela de óleo que caberá ao governo
federal nos contratos de partilha de produção.
O texto da
Câmara permite o uso de 50% dos recursos do Fundo Social para a educação até
que se atinja o percentual de 10% do PIB aplicado no setor, segundo meta do
Plano Nacional de Educação (PNE).
Já o texto do
Senado permite o uso de 50% dos rendimentos do fundo (e não de seu valor
total), o que diminuiria o montante a ser aplicado em curto e médio prazo. O
governo defende a proposta aprovada no Senado.

Nenhum comentário:
Postar um comentário