A primeira etapa de realização de leilões para a concessão de aeroportos brasileiros à iniciativa privada está concluída pelo governo federal. Seis terminais foram concedidos – São Gonçalo do Amarante (RN), Guarulhos (SP), Viracopos (SP), Brasília (DF), Galeão (RJ) e Confins (MG) – e os atuais operadores prometem melhorias tecnológicas e a conclusão de obras para melhorar a infraestrutura dos terminais e dar mais conforto aos passageiros.
As informações são dos representantes dos três consórcios (Inframérica, GRU Airport e Aeroportos Brasil Viracopos) cujas concessões foram realizadas no início de 2012. Eles participaram do Seminário de Operadores de Aeroportos Brasileiros, realizado em Brasília nesta terça-feira (26). Os responsáveis por Galeão e Viracopos não participaram porque os leilões acabam de ser finalizados, na última sexta-feira (22).
Em Guarulhos, o presidente da GRU Airport, Antônio Miguel Marques, garantiu que a principal obra a ser entregue antes da Copa é o terceiro terminal de passageiros, com capacidade para movimentar 12 milhões de passageiros por ano e a construção de 20 pontes de embarque e 34 novas posições no pátio para aeronaves. “Também estão incluídas melhorias nos acessos, sistemas de ar-condicionado e de contingência elétrica”, assegurou.
Marques afirmou que as operações aeroportuárias serão dotadas de mais eficiência e tecnologia. “Serão as mais importantes melhorias. Está sendo implantado um sistema para informatizar as operações, que serão totalmente realizadas de forma eletrônica. O tempo de solo das aeronaves será menor e tudo será mais rápido e mais racional”, explica.
No aeroporto de Viracopos, sediado em Campinas, uma das principais dificuldades é a oferta de pátio para o estacionamento das aeronaves. “Esperamos durante a Copa um número bastante elevado de voos executivos. Estamos aumentando as posições de pátio de 30 para 75. Vamos ampliar um terminal de 35 mil m² para 145 mil m² , quatro vezes maior. Também entregaremos 28 pontes de embarque e outras 1.800 vagas de estacionamento”, destaca Luiz Alberto Küster, diretor-presidente da Aeroportos Brasil Viracopos.
Para a Inframérica, concessionária que administra o aeroporto de Brasília, o grande desafio em realizar obras até a Copa é fazê-las sem prejudicar o funcionamento do terminal. “Vamos elevar o conforto aos passageiros, aumentar o número de pontes de embarque de 13 para 28. Estamos promovendo grandes reformas no terminal 1 e vamos aumentar o pátio de operação de aeronaves em mais de 300 mil m². Também ampliamos as vagas de estacionamento para 3.100 vagas e implantaremos uma área coberta”, explica o executivo responsável pelo grupo, Alysson Paolinelli.
O presidente da Infraero, Gustavo do Vale, também garantiu que o órgão, que ainda vai administrar a maioria dos aeroportos brasileiros, estará preparado para enfrentar a concorrência com os terminais privatizados. “Sob o ponto de vista operacional, estamos com uma média de 70% dos aeroportos prontos para receber a Copa do Mundo”, diz. Segundo Vale, a Infraero está se modernizando para sair da acomodação de um monopólio para trabalhar em um ambiente mais competitivo.
O presidente da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Marcelo Guaranys, afirmou que está otimista com o cumprimento do prazo das obras até o mundial de futebol. “Todos os cronogramas estão andando muito bem. Esperamos que os projetos sejam concluídos no prazo acordado para darmos um grande salto na infraestrutura aeroportuária brasileira”, analisa.

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