Samuel explica ainda que esta é uma pesquisa complementar ao pastejo rotacionado irrigado, implantado próximo a barragem subterrânea, primeira unidade de pesquisa da propriedade. “O primeiro pastejo foi feito com nossa orientação, mas com financiamento do Pronaf (Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar)”. Nesta nova fase, mais 12 piquetes estão sendo implantados com capim mombaça, estrela africana e suazilândia, sendo dois arborizados com gliricidia sepium, arbusto que apresenta bom crescimento. Ao todo, serão mais dois hectares de pastejo com investimento de R$ 6 mil do Rio Rural em pesquisa participativa desenvolvida pela Pesagro-Rio. “Eles já me deram um ótimo resultado com a barragem. Agora me propuseram esse novo tipo de pastejo e estamos apostando que vai dar certo”, analisou o agricultor.
Atualmente, Durval mantém 10 vacas de leite que produzem, em média, 70 litros de leite/dia. A previsão é que o volume aumente 30% com a utilização do novo pastejo. Além de participar do Rio Rural, o agricultor investiu em melhoramento genético do rebanho através de financiamento do Programa Rio Genética, da secretaria estadual de Agricultura. O novo pastejo só deve começar a ser utilizado em abril, quando todo o sistema estiver implantado, mas a expectativa é grande. “Tudo isso pode ser medido como bom resultado da implantação da barragem subterrânea, a primeira unidade de pesquisa do Rio Rural implantada aqui. Essa é mais uma comprovação de como a barragem pode mudar o panorama de uma propriedade”, avaliou o engenheiro agrônomo do Centro Estadual de Pesquisa em Agroenergia e Aproveitamento de Resíduos da Pesagro-Rio, José Márcio Ferreira, quer também coordena a pesquisa participativa no Norte Fluminense.

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