O Governo do Estado lançou nesta quarta-feira (2/4) o plano especial imobiliário para servidores da Secretaria de Segurança. O plano, realizado em parceria com o Banco Bradesco, vai oferecer condições especiais de crédito para policiais civis e militares. O programa faz parte da política de valorização profissional da secretaria. Na cerimônia realizada no Palácio Guanabara, foi assinada também uma mensagem à Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), que trata da extensão do auxílio-invalidez aos agentes de Segurança incapacitados por amputação, além de reajuste no benefício de R$ 2 mil para R$ 3 mil.
Durante o evento, o governador Sérgio Cabral destacou que o investimento nos servidores da Segurança, tanto na capacitação dos profissionais quanto na valorização dos salários, é uma prioridade do Governo do Estado.
– Sabemos a importância para o Estado do investimento em Segurança. Sem isso, não chegaríamos onde estamos, com atração de investimentos e implantação de empresas – afirmou o governador, citando ainda o reajuste salarial de 150% para os servidores da Segurança e melhoria da estrutura da polícia.
O diretor-regional do Bradesco, Maurício Gomes Maciel, explicou sobre os benefícios do plano. Além das taxas de juros especiais, o banco concederá uma carta de crédito pré-aprovada e reduzirá a burocracia com a documentação exigida.
– O check list de certidões foi simplificado. Ao invés de 45 certidões, vamos exigir apenas 20. Além disso, vamos oferecer duas modalidades de financiamento para até 80% do valor do imóvel e parcelas em até 360 vezes. Somente 30% do salário do servidor será comprometido com o financiamento – disse o diretor.
Mais qualidade de vida - Para o presidente da associação que representa 40 agentes de servidores incapacitados por amputação, o policial militar reformado Paulo Sérgio Mathias, a extensão do benefício a eles vai melhorar suas qualidades de vida. Mathias perdeu uma das pernas ao ser baleado durante uma operação há cinco anos.
– Os gastos de um deficiente físico são altos. Além de usar uma prótese, faço fisioterapia e uso medicamentos. É todo um custo que antes não tinha. É uma adaptação difícil – afirmou Mathias.
O policial militar reformado Cláudio Coutinho foi baleado após ser reconhecido por assaltantes. Ele perdeu uma das pernas.
– Recebi com muita festa a notícia de que terei direito ao auxílio. A vida de deficiente físico é difícil e tem um custo alto. O benefício vai diminuir as minhas dificuldades – disse o PM.

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