terça-feira, 29 de abril de 2014

Preço dos alimentos e de tarifas públicas puxa alta do custo de vida

A inflação aparece como um dos fatores de crescente preocupação dos brasileiros. Segundo a 118ª Pesquisa CNT/MDA divulgada nesta terça-feira (29), pela Confederação Nacional do Transporte, 79,1% dos entrevistados acreditam que o custo de vida aumentou nos últimos seis meses. Para 17,5%, ficou igual e apenas 3% das pessoas ouvidas pelo levantamento consideram que ela diminuiu.

A principal causa da alta foram os alimentos, segundo 70,8% dos entrevistados. Depois, eles destacam elevação dos gastos com tarifas públicas, moradia, saúde, educação e transporte.

Além disso, a maior parte das expectativas para a situação do emprego, da renda mensal, da saúde, da educação e da segurança pública é de estabilidade.

No caso do emprego, 40,7% dos entrevistados acreditam que a situação permanecerá igual e 20,7% acham que vai piorar. Para 36,7%, a projeção é de melhoria no cenário.

Já 53,2% acreditam que a renda mensal será mantida. Para 12,2% haverá piora e para 32,2% a renda deve aumentar. Quanto à saúde, a expectativa é que as atuais condições se mantenham para 41,1%. Para 30,8%, a situação deve piorar, enquanto 26,5% acreditam que irá melhorar. Sobre a educação, 33,3% apostam em melhorias. Já 44% esperam que ficará igual e 21,2% que irá piorar.

Por fim, a segurança pública representa preocupação maior para 33,7% dos entrevistados, que acreditam em piora da situação. Outros 37,8% dizem que ficará igual e 27% apostam em melhora.

Aumento da violência - A Pesquisa aponta crescimento no número de pessoas que acreditam que a violência aumentou no último ano. Em fevereiro, quando foi divulgada a 117ª Pesquisa CNT/MDA, 76,8% diziam ter essa percepção. Neste mês, o índice passou para 85,3%. Enquanto isso, o total de pessoas que não veem piora caiu de 22,9% para 14,4%.

A redução da maioridade penal aparece como solução mais destacada pelos entrevistados para combater a alta da criminalidade: 37,6% defendem esta medida. O número cresceu, se comparado com a última pesquisa, quando 36% apontavam que esta é a solução mais adequada.

Outros 31,5% defendem a necessidade de mais policiamento nas ruas, 0,4 ponto percentual menos que no levantamento anterior. O total de pessoas que defendem investimentos em educação como a resposta mais adequada para o problema da violência também reduziu de 18,4% para 16,5%. Os entrevistados ainda apontaram o aumento das penas (9,9%) e a construção de novas penitenciárias (2,5%).

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