terça-feira, 15 de julho de 2014

Aeroportos passam no teste da Copa do Mundo

A realização da Copa do Mundo de 2014 mostrou que os aeroportos brasileiros estão preparados para receber um intenso fluxo de passageiros. Entre os dias 10 de junho e 13 de julho, 16,74 milhões de passageiros circularam pelos 21 principais aeroportos do país. O número representa um aumento de 11,3% em relação ao mesmo período do ano passado. Além disso, mais de 345 mil pessoas passaram pelas 12 Fun Zones montadas nos aeroportos das cidades-sede. O movimento superou o do Carnaval deste ano e do fim de ano passado.

O índice médio de atrasos acima de 30 minutos foi de 7,03%, inferior ao registrado em 2013 nos países da União Europeia, de 7,6%, e dentro do padrão internacional, que é de 15%.

Diante desse balanço positivo, o ministro-chefe da Secretaria de Aviação Civil, Moreira Franco, declarou nessa segunda-feira (14), que a tendência é que, a partir de agora, o nível dos aeródromos suba cada vez mais.

“Agora nós vamos partir desse patamar. Se tivemos condições de atingir esses índices (durante a Copa), não há nenhuma razão que nos impeça de nos esforçar, mobilizar e organizar para garantir aos brasileiros patamares ainda maiores em suas viagens”, disse Moreira Franco.

Os números da aviação civil durante a realização da maior competição de futebol do mundo foi satisfatório. No embarque, os passageiros gastaram um tempo médio de dois minutos e 13 segundos na inspeção de raio-x. Para restituir a bagagem, o viajante levou apenas oito minutos e 36 segundos ao desembarcar de um voo doméstico, e 28 minutos e 18 segundos ao chegar do exterior.

As delegações estrangeiras também não enfrentaram problemas nos aeroportos. O tempo médio entre a abertura da porta da aeronave e o fim do processo de migração foi de 31 minutos. Já a média de tempo gasto entre a abertura do avião e a saída das equipes do sítio aeroportuário foi de 48 minutos.

Segundo o ministro da Aviação Civil, de 2011 a 2014, foram investidos R$ 11,3 bilhões na construção de, por exemplo, 65 novas pontes de embarque e 400 mil m² de novos terminais de passageiros.

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