Os milicianos que fundaram o Estado Islâmico do Iraque e do Levante (EIIL) destruíram mais um monumento de tradição sunita. Eles explodiram, nesta quinta-feira (24), uma mesquita em homenagem ao profeta Jonas, reverenciado tanto por cristãos quanto por muçulmanos. O local também era considerado um dos monumentos históricos e religiosos mais importantes do mundo. Os milicianos jihadistas convidaram a população local a "assistir" a destruição do templo. Para os muçulmanos de diversas vertentes, a sinagoga era considerada sagrada por ter sido citada no Alcorão. Ainda de acordo com jihadistas, os rebeldes se preparam para destruir a mesquita xiita em Wadi al Alkhdar e a de Najib Jader, outro monumento secular.
A Mesquita do Profeta Jonas (Yunus, em árabe) foi construído no século XIV, no local onde havia ruínas da famosa cidade de Nínive - onde ocorreu o primeiro Concílio das religiões. A história de Jonas é contada através da bíblia cristã, além do Alcorão. Ele é conhecido pelo episódio em que é engolido por uma baleia.
Os rebeldes do EIIL tomaram diversas cidades entre o Iraque e a Síria e estabeleceram um califado na região. O termo "califado" se refere a um Estado Islâmico regido por um califa (guia espiritual e político), que neste caso será Abu Bakr al-Baghdadi, o qual receberá o título de "Califa Ibrahim". Além de destruir símbolos religiosos que consideram não-dignos da tradição islâmica, eles ordenaram a mutilação genital de mulheres, a perseguição aos cristãos e aos muçulmanos que não segue regras extremistas. Eles anunciaram ainda hoje (25) que os curdos deverão deixar a região até amanhã (26), se não quiserem sofrer as consequências pelos jihadistas.

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