E por que o ururau ou “arurau” dos matutos não é mais atração nossa que já vivemos com tão pouco folclore? É que apareceu no Rio de Janeiro, misteriosamente, no lago da Quinta da Boa Vista, em São Cristóvão, o irmão, ou sósia ou coisa que o valha do nosso ururau. Trata-se de “Robinho”, um jovem jacaré-de-papo-amarelo, como o nosso, medindo 1,2 metro.
“Robinho”, nome dado pelos freqüentadores da Quinta, de repente passou a ser a grande atração local, atraindo grande público, em particular a criançada ávida em ver o parente do ururau parecido com o da nossa terra. Ate o “fechamento” destas mal traçadas linhas, o curioso e perigoso animal não havia sido capturado.
O jacaré, que tem as cores do Brasil, estava fazendo enorme sucesso e como é fujão não foi escalado pelo Felipão. Os biólogos do Jardim Zoológico estavam ou estão de plantão para caçar o misterioso jacaré do lago da Quinta e encaminhá-lo para o Parque Natural Chico Mendes, no Recreio.
Com esse aparecimento, o nosso ururau não é mais o único, o absoluto. Apareceu “Robinho” para botar “água fria na fervura”, para salgar o pirão do nosso jacaré e talvez prejudicar os nossos autores que já viraram o jacaré do Paraíba pelo avesso. Já disseram tudo sobre ele. Alguns até já “mataram” a pau, financeiramente, o dito cujo. E o que é lamentável em tudo isso é que se trata de mais uma derrubada na nossa tão frágil cultura, agora também folclórica, isto porque, o Rio de Janeiro, atualmente, além de Campos, tem o seu “ururau” – mais novo e real.
(*) Jornalista.

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