quinta-feira, 7 de agosto de 2014

Câmara inaugura estátua de Nilo Peçanha em cerimônia marcada pela emoção

Uma cerimônia cheia de emoção marcou a inauguração da estátua em homenagem a Nilo Peçanha, na Câmara Municipal de Campos, na tarde desta terça-feira (05). A peça em bronze, assinada pelo escultor carioca Marcos André Salles, foi instalada nas escadarias do prédio, que leva o nome de Nilo, campista que chegou à Presidência da República. A estátua tem tamanho natural e mostra o ex-presidente se dirigindo a um plenário para discursar, já que foi orador.
Após a cerimônia foi aberta a exposição “Nilo Peçanha — O Homem, o Político”, no foyer da Câmara. O vernissage reúne peças e representantes gráficas e fotográficas da trajetória do grande estadista, cedidas pelo Museu da República, Museu do Ingá, Museu Histórico de Campos e Instituto Federal Fluminense (IFF).

Nilo foi um dos políticos que mais rapidamente fez carreira. Além de deputado federal aos 21 anos, ele foi senador da República do Estado do Rio após 35 anos, vice-presidente da República aos 38 e vice-presidente em exercício aos 41 anos.

Em seu discurso, o presidente da Câmara, vereador Edson Batista, leu um transcrito do Jornal do Brasil de 15 de junho de 1909, data em que Nilo assumiu a presidência da República, há 105 anos. “Eu e os demais vereadores temos a honra de perpetuar seu nome e sua imagem através dessa estátua. Em Campos, sua memória está amalgamada à educação com o IFF, o Colégio Estadual Nilo Peçanha, o Ciep Nilo Peçanha, nossa centenária Biblioteca Municipal, a principal avenida de entrada da cidade e o prédio do Poder Legislativo”.

Pró-reitora de extensão e cultura do IFF, professora Paula Aparecida Bastos, parabenizou a Câmara pela homenagem à memória de Nilo. Ela lembrou que através de um decreto assinado por ele foram criadas as escolas técnicas federais, inicialmente chamadas de escolas de aprendizes artífices. Já Luiz Maurício Sardinha, membro da maçonaria campista, ressaltou que Nilo foi um idealista, respeitado pelo seu caráter. “Foi maçom, um homem bom e de bons costumes. Morreu pobre ao deixar o governo”.

Também estiveram presentes à cerimônia, o bispo diocesano de Campos, Dom Roberto Ferreria Paz, bispo da Administração Apostólica Pessoal São João Maria Vianney, Dom Fernando Arêas Rifan, vereadores e secretários municipais.

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