terça-feira, 2 de setembro de 2014

Brasil precisa construir 33 novos aeródromos

Estudo elaborado pela CNT (Confederação Nacional do Transporte) aponta que o setor aéreo necessita de quase R$ 25 bilhões em investimentos para solucionar entraves, dar mais competitividade ao escoamento da produção e atender ao crescimento da demanda de passageiros na aviação civil. Os dados estão no Plano de Transporte e Logística 2014, divulgado pela entidade na última sexta-feira (22)​.

Conforme o levantamento, ampliação e construção de novos aeroportos demandam a maior parte dos recursos: cerca de R$ 21,3 bi, no total. Somente em reformas para aumentar a área de aeródromos já existentes, a CNT estima que são necessárias 128 intervenções. Outros 33 novos deveriam ser construídos, 25 no Nordeste, quatro no Sudeste e outros quatro no Sul do país. Para a Confederação, as estruturas são necessárias nos estados da Bahia, Minas Gerais, Rio Grande do sul, Ceará, Paraná, Alagoas, Santa Catarina, Rio de Janeiro, Piauí e São Paulo.

As localidades, segundo a Confederação, têm demanda existente ou com potencial de crescimento, mas a infraestrutura aeroportuária está saturada, é baixa ou até inexistente. A implantação de novos aeroportos envolve a obtenção da área de instalação, implantação de pistas de pouso/decolagem e de taxiamento, pavimentação, drenagem e sinalização além da construção de terminais de carga e de passageiros e de outros espaços para atividades operacionais, como hangares, parque de combustíveis, núcleo de combate a incêndios, torre de comando e sala de controle de tráfego.

Outras obras são necessárias para melhorar pistas (27 intervenções) e ampliar estruturas de cargas de aeroportos (12 intervenções).

“Os projetos de adequação da infraestrutura aeroportuária procuram atender às necessidades de melhoria e ampliação, para fazer frente à crescente demanda pelo transporte aéreo. Procuram dar resposta às potencialidades de expansão do transporte de cargas e de passageiros em cada região”, destaca a CNT, no Plano de Transporte e Logística 2014.

Dados da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) indicam que, somente entre 2003 e 2012, o transporte aéreo de passageiros no mercado brasileiro, em passageiros-quilômetros pagos, cresceu cerca de 14,4% ao ano. No mercado internacional, a demanda por voos com origem no Brasil teve alta anual média de 9,6%. No período, a carga transportada teve elevação de 4,6% no mercado doméstico e de 6,5% no mercado internacional.

O Plano CNT de Transporte e Logística 2014
As propostas do Plano CNT de Transporte e Logística foram divididas em duas tipologias: Projetos de Integração Nacional e Projetos Urbanos, de acordo com o âmbito territorial, as características do serviço oferecido e as esferas de influência. Além disso, são propostos em conjunto, para que sua operação se dê de forma sistêmica. Para a CNT, o potencial multimodal do país será mais bem aproveitado com a implantação simultânea de todos os projetos.

Os de Integração Nacional estão agrupados em nove eixos de transporte, compostos por diversos modais: o Nordeste-Sul, com extremidades em Fortaleza (CE) e em Rio Grande (RS); o Litorâneo, passando por toda a costa entre Belém (PA) e Porto Alegre (RS); o Norte-Sul, que passa pelo interior do país com extremidades em Belém e Uruguaiana (RS); o Amazônico, entre Tabatinga (AM) e Macapá (AP); o Norte-Sudeste, que liga as duas regiões entre Itacoatiara (AM) e Santos (SP); o eixo Leste-Oeste, que atravessa as regiões Norte, Centro-Oeste e Nordeste com extremidades em Cruzeiro do Sul (AC) e Salvador (BA); e o eixo Cabotagem, que liga os principais portos marítimos brasileiros, desde Macapá até Rio Grande.

Já os Projetos Urbanos localizam-se principalmente em regiões metropolitanas: São Paulo (SP), Rio de Janeiro (RJ), Belo Horizonte (MG), Porto Alegre (RS), Distrito Federal e entorno, Recife (PE), Fortaleza (CE), Salvador (BA), Curitiba (PR), Goiânia (GO), Manaus (AM), Belém (PA), Grande Vitória (ES), Baixada Santista (SP), Natal (RN), Florianópolis (SC), Vale do Rio Cuiabá (MT) e Aracaju (SE). Também aborda projetos para núcleos urbanos de média e pequena dimensão que apresentam influência sobre outras cidades ou estados vizinhos, como: Uberlândia (MG), Campos dos Goytacazes (RJ), Vitória da Conquista (BA), Pelotas (RS), Uberaba (MG) e Petrópolis (RJ).

Nenhum comentário:

Postar um comentário