A França pintou a maior zebra do Mundial de Basquete ao derrotar por 65 a 52 a anfitriã Espanha nas quartas de final da competição, classificando-se para duelar por uma vaga na final com a Sérvia, que mais cedo atropelou o Brasil (84 a 56).
O técnico francês Vincent Coller deu uma aula no colega espanhol Juan Antonio Orenga, fazendo a França jogar uma partida perfeita, com forte marcação, controle total dos rebotes (50 a 28 a favor dos franceses) e muita paciência na hora de escolher o melhor arremesso.
O ala-pivô Boris Diaw foi o maior pontuador da França com 15 pontos, mas o destaque do jogo acabou sendo o pivô Rudy Gobert, que pegou 13 rebotes e foi incansável na marcação de Pau Gasol, melhor jogador espanhol (17 pontos e 8 rebotes).
Nas semifinais, a França enfrentará a Sérvia, que mais cedo atropelou o Brasil por 84 a 56, em uma partida em que os balcânicos foram muito superiores.
A derrota tirou do Brasil a oportunidade de voltar a disputar as semifinais de um Mundial de Basquete após 28 anos.
O armador Milos Teodosic foi o carrasco da seleção brasileira, anotando 23 pontos, incluindo três arremessos de três pontos e 100% de aproveitamento nos lances livres (10 de 10), sempre em momentos determinantes.
No Brasil, apenas Anderson Varejão teve uma atuação digna de destaque, com 12 pontos e 9 rebotes, anotando mais do que os companheiros Tiago Splitter (3 pontos), Nenê (4) e Marcelinho Huertas (4) juntos.
A vitória sérvia é fruto da eficiência ofensiva da equipe, que teve 50% de acerto durante todo o jogo (60% nos arremessos de dois pontos, 36% nas bolas longas) e do ótimo aproveitamento nos lances livres (81% contra 46% do Brasil).
Entregue em quadra, tanto mental como tecnicamente, restou ao Brasil assistir ao festival de arremessos no último quarto da Sérvia, que chegou a ter 32 pontos de vantagem, fechando o jogo em 84 a 56.

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