"A iniciativa tomada pelos órgãos judiciários é consequência da vontade expressa pelo Papa, de modo que um caso tão grave e delicado seja enfrentado sem atrasos e com o rigor necessário", afirmou. É a primeira vez na história que o Vaticano prende um prelado de tal nível.
Em junho passado, Wesolowski já havia sido condenado pela Congregação para a Doutrina da Fé em primeira instância por abusos sexuais contra menores. A sentença canônica lhe rendeu a perda do seu estado clerical. Além disso, ele ainda irá responder a um processo penal diante de órgãos judiciários.
O polonês foi núncio na República Dominicana de janeiro de 2008 a agosto de 2013. As autoridades do país abriram uma investigação para apurar crimes de pedofilia cometidos pelo religioso, que foi chamado de volta pela Santa Sé no ano passado e teve suas credenciais revogadas pelo Pontífice.
Em Roma, ele aguardava o julgamento de sua solicitação de imunidade diplomática por parte da Justiça dominicana e da Polônia, onde nasceu.

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