quinta-feira, 13 de novembro de 2014

Baixo nível do Paraíba assusta quem navega por suas águas

A pior seca da história do Rio Paraíba do Sul, desde 1922, assusta quem acostumou a navegar por suas águas quase diariamente, principalmente moradores na divisa entre os municípios de Campos e São Fidélis e de áreas ribeirinhas. A região é um dos pontos onde se pode observar melhor a situação atual do Rio Paraíba cuja cota há tempos não passa de 4,82 metros, quando o normal nesta época do ano seria em torno de 6,30 metros.

- Nunca vi o Paraíba tão seco como agora. Este ano, ninguém teve como pescar. Tive que comprar peixe de fornecedores de fora -, diz o comerciante Célio da Silva, 53 anos, há 25 morador na região da divisa de Campos com São Fidélis onde é proprietário de um bar que serve como prato principal peixes. O barqueiro Marco Antônio dos Santos, 42, nasceu às margens do Rio, e diz não se lembrar de uma seca como a de hoje.

“Nunca tinha visto uma situação tão ruim como a de hoje. Em muitos lugares onde tinha água passou a ter só terra”, observou ele. Moradora na localidade de Fazenda Formosa, a lavradeira Arlete Nunes da Silva, 49, disse que outro dia seu filho atravessou o Paraíba andando com água no peito. “Isso nunca aconteceu. Ele sempre atravessava nadando, mas ficou tão raso que dá para andar”, disse a trabalhadora.

No percurso de Campos a São Fidélis, pela RJ-158, nem precisa estar muito atento para observar diversas pequenas ilhas no caminho, principalmente, após Santa Cruz. A situação vai se tornando pior nas proximidades de Ernesto Machado, já no vizinho município de São Fidélis, embora no último fim de semana o Paraíba tenha recebido água.

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