- Nunca vi o Paraíba tão seco como agora. Este ano, ninguém teve como pescar. Tive que comprar peixe de fornecedores de fora -, diz o comerciante Célio da Silva, 53 anos, há 25 morador na região da divisa de Campos com São Fidélis onde é proprietário de um bar que serve como prato principal peixes. O barqueiro Marco Antônio dos Santos, 42, nasceu às margens do Rio, e diz não se lembrar de uma seca como a de hoje.
“Nunca tinha visto uma situação tão ruim como a de hoje. Em muitos lugares onde tinha água passou a ter só terra”, observou ele. Moradora na localidade de Fazenda Formosa, a lavradeira Arlete Nunes da Silva, 49, disse que outro dia seu filho atravessou o Paraíba andando com água no peito. “Isso nunca aconteceu. Ele sempre atravessava nadando, mas ficou tão raso que dá para andar”, disse a trabalhadora.
No percurso de Campos a São Fidélis, pela RJ-158, nem precisa estar muito atento para observar diversas pequenas ilhas no caminho, principalmente, após Santa Cruz. A situação vai se tornando pior nas proximidades de Ernesto Machado, já no vizinho município de São Fidélis, embora no último fim de semana o Paraíba tenha recebido água.

Nenhum comentário:
Postar um comentário