quinta-feira, 6 de novembro de 2014

Lupa na analises dos contratos dos planos de saúde

Nas listas principais das reclamações de clientes estão as operadoras de planos de saúde. As principais queixas giram em torno da negativa de atendimentos. A frustração da clientela com os serviços tem saído caro para as operadoras, que acumulam dívida de aproximadamente R$ 925 milhões com a Agência Nacional de Saúde (ANS) nos últimos cinco anos.

Esses valores são normalmente questionados na Justiça e lotam as gavetas dos tribunais. Mas quem é o vilão e quem é o mocinho? O presidente da Associação Brasileira de Medicina de Grupo, Flávio Wanderlei, diz que o consumidor também tem culpa nesse processo: “Falta uma consciência dos consumidores sobre os seus direitos e deveres”. A ausência de uma leitura apurada dos contratos seria a principal razão para as reclamações.

Outra questão: na hora de vender, muitos anunciam mais serviços do que o oferecido. Nesse caso, as operadoras devem rever o seu marketing para realizar um plano de expansão de forma mais consciente e sem frustrar tanto a sua clientela. Wanderlei conta que há um contrato padrão, com letras maiores, mas os clientes não costumam ler o que está escrito e isso provoca boa parte da frustração.

E quanto às multas? Nesse caso, o presidente da Associação afirma que esse é outro problema e reflete a forma de atuação da ANS. Ele diz que a

instituição normalmente abre processo administrativo e multa o plano depois das reclamações, mas há uma briga na justiça e os valores são questionados.

Diante dessa situação, em que nem a saúde pública ou a privada atendem às demandas, só resta uma saída: olhar os contratos e analisar o currículo de reclamações dos planos antes de contratar.

O Nordeste concentra 37% das reclamações contra os planos no País. Esse volume é bastante justificável, principalmente em função do esforço que as pessoas fazem para pagar uma operadora e obter o serviço, mesmo tendo uma renda menor.

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