sexta-feira, 30 de outubro de 2015

Saúde caótica em Campos


A saúde da cidade de Campos dos Goytacazes com a batalha judicial sobre o controle e ocupação da Santa Casa de Misericórdia, a greve dos alunos da FMC diante de mensalidades escorchantes, a inabilitação e habilitação provisória de grupos de saúde da cidade nos tratamentos de alta complexidade, o estado de petição de miséria dos hospitais municipais HFM e HGG, com a falta do leite Neocate para crianças com restrição alimentar ou o desvio de conduta no HEAA – entidade filantrópica envolvida em interesses privados – os pacientes se perguntam: “E aí, como é que eu fico?”
Esse é o ponto. Estão fazendo politicagem com a saúde do povo desta cidade. Para estes que não se preocupam com o bem-estar da população que lhes confiou o voto, o que vale é “vencer” na justiça a ocupação da Santa Casa – mesmo que ela passe o feriadão inteiro no abandono.
O leitor deve se perguntar: como será para estes pacientes o feriado de Finados? Haverá administradores, médicos, enfermeiros, motoristas ou equipamentos na Santa Casa para atender pessoas sem esperança e perdendo a paciência – basta entrar no facebook - com os administradores da saúde desta cidade?
Teremos três longos dias de alto risco. Mas no jogo político, diferentemente de quem tem vocação para a saúde, o risco faz parte.
A partir da decisão do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) no último dia 29, a junta interventora – que até então respondia pela Santa Casa de Misericórdia - não trata mais dos assuntos no âmbito hospitalar no que diz respeito aos pacientes de Campos. A junta interventora administra somente o atendimento aos pacientes de outras cidades, assim como outros negócios da Santa Casa.

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