Nesta sexta-feira (1), o Cartão Cidadão – que dá o direito de pagar
R$ 1 pela passagem municipal – deixará de ter utilidade. Até março, de
acordo com a assessoria de Comunicação da prefeitura, o passageiro vai
pagar R$ 2,75 para qualquer bairro ou distrito do município.
De acordo com o procurador geral do município, Matheus José, a medida
foi adotada frente à resistência das empresas de ônibus de apresentar à
prefeitura o controle do número de passageiros transportados mensal ou
diariamente. “O relatório do RioCard, atual contratada para esse tipo de
serviço, é precário e não dá segurança”, diz Matheus, ressaltando que
“o novo sistema que os empresários se recusam a implantar dará maior
controle interno e gerencial da prova dos números de viagens por dia”.
O procurador cita como exemplos de situações criadas com objetivo de
“prejudicar o programa”, além de anulação de licitação: “greves
incitadas por donos de ônibus, retiradas de veículos de linhas
estratégicas, tudo para evitar que a fiscalização possa atuar de maneira
a detectar irregularidades por eles cometidas”. Ainda segundo Matheus
José, empresários do transporte rodoviário vêm utilizando mecanismos
protelatórios.
Dois meses para se adequar ao novo sistema -A suspensão temporária da passagem social é uma decisão tomada em comum
acordo, entre a Procuradoria Geral e o Instituto Municipal de Trânsito e
Transporte (IMTT). “O principal objetivo é a implantação de um novo
sistema de controle de bilhetagem e a obrigatoriedade por parte das
empresas de colocar nas ruas o número de carros previsto no edital”,
destacou o procurador.

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