O país começa mais uma semana cheia de emoções e erros. Em pleno
processo de impeachment - e cada vez mais comparada a Fernando Collor em
aspectos como impopularidade e má relação com o Congresso - a
presidente da República dá sinais de fraqueza e de que não aprendeu com
os equívocos que cometeu ao longo de seu Governo.
Dilma Rousseff formou o segundo maior ministério entre todas as
repúblicas do planeta – somente superado pelo Gabão – e para preencher
estes cargos não considerou critérios técnicos e de preparo de seus
titulares. O critério político foi o único avaliado.
Após anunciar sua demissão do Ministério da Aviação Civil, sinalizando o
afastamento do PMDB do Governo, Eliseu Padilha – que não é especialista
no tema, como também não foi seu antecessor Moreira Franco – deverá ser
substituído pelo deputado Leonardo Picciani (RJ) que não entende nada
de aviação, uma vez que sua família se dedica à pecuária. E Dilma erra
de novo. As horas de voo entre o Rio e Brasília – durante o mandato –
não conferem a Picciani autoridade e conhecimento para gerir algo
sujeito e chuvas e trovoadas – e também acidentes – como a aviação
civil. Apertem os cintos, o piloto sumiu.
Nessa troca, aliás, Dilma comete mais um grande engano: tenta afagar o
partido que lhe dá as costas e que se prepara para desembarcar da canoa
petista. Tanto Padilha quanto Moreira Franco agora trabalham para fazer o
processo de impeachment andar – como Michel Temer quer, embora negue
veementemente.

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