segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

Dilma começa mais uma semana com mesmos erros


O país começa mais uma semana cheia de emoções e erros. Em pleno processo de impeachment - e cada vez mais comparada a Fernando Collor em aspectos como impopularidade e má relação com o Congresso - a presidente da República dá sinais de fraqueza e de que não aprendeu com os equívocos que cometeu ao longo de seu Governo.
Dilma Rousseff formou o segundo maior ministério entre todas as repúblicas do planeta – somente superado pelo Gabão – e para preencher estes cargos não considerou critérios técnicos e de preparo de seus titulares. O critério político foi o único avaliado.
Após anunciar sua demissão do Ministério da Aviação Civil, sinalizando o afastamento do PMDB do Governo, Eliseu Padilha – que não é especialista no tema, como também não foi seu antecessor Moreira Franco – deverá ser substituído pelo deputado Leonardo Picciani (RJ) que não entende nada de aviação, uma vez que sua família se dedica à pecuária. E Dilma erra de novo. As horas de voo entre o Rio e Brasília – durante o mandato – não conferem a Picciani autoridade e conhecimento para gerir algo sujeito e chuvas e trovoadas – e também acidentes – como a aviação civil. Apertem os cintos, o piloto sumiu.
Nessa troca, aliás, Dilma comete mais um grande engano: tenta afagar o partido que lhe dá as costas e que se prepara para desembarcar da canoa petista. Tanto Padilha quanto Moreira Franco agora trabalham para fazer o processo de impeachment andar – como Michel Temer quer, embora negue veementemente.

Nenhum comentário:

Postar um comentário