A greve dos médicos peritos do Instituto Nacional do Seguro Social
(INSS) já completa 102 dias sem negociação. E, de acordo com a previsão
da Associação Nacional dos Médicos Peritos (ANMP), os segurados vão
continuar enfrentando longas filas para conseguir a perícia em 2016. A
entidade tem até a próxima sexta-feira para assinar o acordo com o
Ministério do Planejamento, mas o presidente da ANMP, Francisco Eduardo
Cardoso, adianta que 90% dos associados já votaram contra as propostas
do governo e a suspensão da greve.
A associação faz enquete online com os peritos filiados e, a
partir do resultado, a diretoria vai decidir o futuro da paralisação. A
consulta termina hoje de manhã. “Temos certeza de que o projeto do
governo não vai ao encontro de nossas reivindicações. E se não houver
mudanças no acordo, a greve continua por tempo indeterminado”, afirmou
Cardoso.
Por meio de nota, o INSS informou que, entre setembro e novembro
deste ano, 1.047.239 perícias foram marcadas em todo o país, mas o órgão
calcula que cerca de 730 mil pedidos de concessão de benefícios como
auxílio-doença e aposentadoria por invalidez estejam represados. Ainda
segundo o instituto, o tempo médio de espera para o agendamento da
perícia passou de 20 dias (antes do início da greve) para 63 dias.
“O INSS reconhece todas as dificuldades impostas à população pela não
regularização do atendimento da perícia médica e espera que as
negociações entre o Ministério do Planejamento e os servidores da
carreira de perito médico previdenciário sejam concluídas com brevidade
para a pronta retomada dos serviços”, informou o órgão na nota.

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