O Estado do Rio terá uma taxa de uma Ufir-RJ (R$ 2,71) para cada
barril de petróleo extraído, o que vai gerar uma receita de
aproximadamente R$ 2 bilhões por ano para o Estado. É o que determina a
lei 7.182/15, que tem origem em projeto aprovado pela Assembleia
Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) no dia 10 de dezembro,
em segunda discussão. A norma foi sancionada pelo governador Luiz
Fernando Pezão e publicada no Diário Oficial do Poder Executivo da
última quarta-feira (30/12).
A Lei estabelece a cobrança de alíquota do Imposto sobre Operações
Relativas à Circulação de Mercadorias e sobre Prestação de Serviços
(ICMS), incidente sobre operações de circulação de petróleo, desde os
poços de extração até a empresa concessionária. A base de cálculo será o
preço de referência do petróleo e a alíquota do imposto será de 18%. A
falta de pagamento poderá ter a aplicação de multa de 20% sobre o valor
da taxa.
O texto é de autoria dos deputados que integraram a Comissão
Parlamentar de Inquérito (CPI) que investigou as consequências da má
gestão da Petrobras para a economia fluminense.
Para o deputado Luiz Paulo (PSDB), a não incidência do ICMS sobre o
petróleo trouxe resultados danosos ao estado do Rio, gerando desfalques
aos cofres estaduais estimados em R$ 100 milhões por mês.
“O petróleo era taxado no destino, mas todos os produtos têm a
cobrança do ICMS na origem, a única exceção era o petróleo e
precisávamos corrigir isso”.
O deputado André Ceciliano (PT) explicou que, com a taxa em vigor, a
arrecadação poderá ser de R$ 1,8 bilhão a R$ 2 bilhões em 2016: “Um
recurso muito importante porque o Estado do Rio, em nove anos, teve sua
folha de aposentados e pensionistas quase triplicada”.
O deputado também lembrou que, mesmo sem a cobrança de royalties
sobre o pré-sal, a taxa poderá ser cobrada. “No futuro, o óleo não terá
mais a cobrança de royalties, segundo o novo modelo do pré-sal, a
arrecadação será da União. Então, a taxa de fiscalização poderá ser
cobrada e quanto maior a produção, maior será a arrecadação para o
Estado”, explicou.

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