Indignados com a sanção da Lei 7.194/16, que proíbe o uso de animais
para transporte de materiais, cargas ou pessoas em todo o Estado do Rio,
dezenas de carroceiros, fecharam a BR 101 em Campos, na manhã desta
quinta-feira (14/01), por volta das 09h, na altura do km 66 da rodovia.
Os carroceiros querem uma solução, já que a lei proíbe a atividade que
exercem como fonte de renda.
O tráfego foi liberado pouco depois das 11h, após a interferência da
Polícia Rodoviária Federal (PRF), um agente conversou com os
manifestantes e explicou que a questão precisa ser tratada através da
Justiça.
Alex, conhecido como “Zazau Carroceiro”, contou que desde a adolescência
exerce a profissão e nunca fez outra coisa na vida: “Desde os 14 anos
meu pai me ensinou a ser carroceiro, é uma profissão digna, como
qualquer outra, eu tenho minhas contas pra pagar, como que do dia pra
noite alguém faz uma lei sem nem conhecer a nossa realidade? Ninguém
veio ver como a gente trabalha, veio ver o nosso dia-a-dia. A gente está
impedido de trabalhar e vai fazer o quê?”, indaga Alex.
Valdinei Felismino de Souza, de 42 anos, trabalha há 18 como carroceiro e não sabe como vai sustentar a família sem poder utilizar a carroça. “Eu não sei ler nem escrever, eu vou trabalhar fazendo o quê? Eu sustento minha família e meus animais com o meu trabalho”, conta.
A Lei não propõe nenhum tipo de qualificação aos carroceiros, para que eles possam se manter trabalhando em outra atividade. A categoria não tem sindicato em Campos.
A atividade de carroceiros divide opiniões no município, com os constantes flagrantes de violência contra animais e com o antigo problema de animais soltos em vias públicas, alvo de diversas reclamações, reportagens e pior, registro de diversos acidentes.
O fato foi objeto de discussão na Câmara Municipal e foi citado no Plano Municipal de Mobilidade Urbana, quando apresentou-se a estimativa de 1.120 carroceiros ativos no município e a proposta da implantação do “cavalo de lata”, idealizado pelo engenheiro de produção, Jason Duani Vargas, do Rio Grande do Sul, que dispõe de carroceria, possibilitando a continuidade da atividade, sem o uso da carroça.
A Polícia Militar foi acionada e Corpo de Bombeiros Militar também foi acionado para conter as chamas ateadas em galhos e pneus.
Valdinei Felismino de Souza, de 42 anos, trabalha há 18 como carroceiro e não sabe como vai sustentar a família sem poder utilizar a carroça. “Eu não sei ler nem escrever, eu vou trabalhar fazendo o quê? Eu sustento minha família e meus animais com o meu trabalho”, conta.
A Lei não propõe nenhum tipo de qualificação aos carroceiros, para que eles possam se manter trabalhando em outra atividade. A categoria não tem sindicato em Campos.
A atividade de carroceiros divide opiniões no município, com os constantes flagrantes de violência contra animais e com o antigo problema de animais soltos em vias públicas, alvo de diversas reclamações, reportagens e pior, registro de diversos acidentes.
O fato foi objeto de discussão na Câmara Municipal e foi citado no Plano Municipal de Mobilidade Urbana, quando apresentou-se a estimativa de 1.120 carroceiros ativos no município e a proposta da implantação do “cavalo de lata”, idealizado pelo engenheiro de produção, Jason Duani Vargas, do Rio Grande do Sul, que dispõe de carroceria, possibilitando a continuidade da atividade, sem o uso da carroça.
A Polícia Militar foi acionada e Corpo de Bombeiros Militar também foi acionado para conter as chamas ateadas em galhos e pneus.

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