A sessão da Câmara desta terça-feira (29) prometia trazer revelações a
respeito da ligação da Odebrecht com políticos campistas, vinculados ao
grupo de Garotinho, que tiveram seus nomes apresentados durante a
Operação Lava-Jato. No entanto, o que se viu na sessão ordinária foi
apenas um ciclo de homenagens e entrega de títulos.
A dúvida em relação ao contrato da Odebrecht com a prefeitura de Campos
começou em 2012, quando, na época, a vereadora Odisséia Carvalho,
tentou revelar detalhes do acordo. A então vereadora questionou valores
relativos ao contrato no projeto habitacional Morar Feliz, que ainda
estava na primeira fase. Na ocasião, o bloco do governo no legislativo
impediu que o requerimento fosse votado.
A prefeita de Campos, Rosinha Garotinho (PR), o secretário de governo
Anthony Garotinho (PR) e a deputada federal Clarissa Garotinho (PR)
foram citados em documentos da Operação Lava-Jato entre outros cerca de
200 políticos que teriam recebido quantias da Odebrecht. A empreiteira é
responsável pela construção das casas populares em Campos nas duas
fases. A primeira iniciada com valor de R$ 357.497.893,43 e a segunda,
não concluída no valor de R$ 476.519.379,31, em um total superior a R$
834 milhões. Os documentos foram apreendidos durante a operação
“Acarajé” e liberados na última terça-feira (22).

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