terça-feira, 29 de março de 2016

Homenagens em vez de debates na Câmara de Vereadores de Campos


A sessão da Câmara desta terça-feira (29) prometia trazer revelações a respeito da ligação da Odebrecht com políticos campistas, vinculados ao grupo de Garotinho, que tiveram seus nomes apresentados durante a Operação Lava-Jato. No entanto, o que se viu na sessão ordinária foi apenas um ciclo de homenagens e entrega de títulos.
A dúvida em relação ao contrato da Odebrecht com a prefeitura de Campos começou em 2012, quando, na época, a vereadora Odisséia Carvalho, tentou revelar detalhes do acordo. A então vereadora questionou valores relativos ao contrato no projeto habitacional Morar Feliz, que ainda estava na primeira fase. Na ocasião, o bloco do governo no legislativo impediu que o requerimento fosse votado.
A prefeita de Campos, Rosinha Garotinho (PR), o secretário de governo Anthony Garotinho (PR) e a deputada federal Clarissa Garotinho (PR) foram citados em documentos da Operação Lava-Jato entre outros cerca de 200 políticos que teriam recebido quantias da Odebrecht. A empreiteira é responsável pela construção das casas populares em Campos nas duas fases. A primeira iniciada com valor de R$ 357.497.893,43 e a segunda, não concluída no valor de R$ 476.519.379,31, em um total superior a R$ 834 milhões. Os documentos foram apreendidos durante a operação “Acarajé” e liberados na última terça-feira (22).

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