Dois dias depois da derrota para o Volta Redonda, o Flamengo viveu uma
manhã tumultuada nesta segunda-feira (28). Alguns membros de uma torcida
organizada do clube invadiram o treino no CT Ninho do Urubu sem a
autorização da diretoria e exigiram conversar com os jogadores.
A atitude, como era de se esperar, desagradou os jogadores do Flamengo,
que se sentiram acuados. O capitão Wallace foi o escolhido para falar
sobre o assunto na entrevista coletiva do dia e não escondeu o
sentimento de revolta pelo ocorrido.
"Houve uma conversa. Eles invadiram, foi uma posição deles e o clube
tomou providência. Não houve nada de relevante. Não deveria ser normal,
mas no Brasil isso é corriqueiro", declarou. "Ninguém gosta de ser
intimidado, mas assim é o nosso futebol. Vida que segue."
Wallace não entrou em maiores detalhes sobre o teor da conversa, mas
fez questão de esclarecer que não houve agressões. "Eles (torcedores)
fizeram reivindicações. Nós colocamos nosso ponto de vista e eles
colocaram o deles. Não teve nada de agressão, foi uma conversa
tranquila. Não houve agressão verbal ou física."
O zagueiro, no entanto, admitiu o temor de que o caso precisasse ser
levado à polícia. "Ninguém agrediu ninguém. Pelo o que conversei com
eles, não tinham essa intenção de agressão. Se eles entendessem que
deveria chegar a esse ponto, viraria caso de polícia", comentou.
O experiente zagueiro de 28 anos também mostrou descontentamento com a
postura da diretoria, que não conseguiu impedir a invasão destes
torcedores. "Se o Rodrigo (Caetano) e a diretoria acharam viável eles
permanecerem aqui, o que podemos fazer?", questionou.

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