Depois de debates acalorados entre a oposição e a base do governo sobre
o possível envolvimento da prefeita Rosinha e do secretário de Governo
Garotinho com a Odebrecht, não houve sessão da Câmara nesta quarta-feira
(13) por falta de quórum. Para o vereador Marcão (Rede), os governistas
possivelmente estão fugindo de um novo embate.
“Os governistas não querem debater o possível envolvimento da prefeita e
do marido dela na lista da Odebrecht. Não querem que os campistas
fiquem esclarecidos sobre o que realmente está acontecendo com o
Executivo”, afirmou Marcão.
Ainda de acordo com Marcão, a base do governo na Câmara não aprovou o
requerimento indicado por ele, no qual Rosinha e Garotinho deveriam
explicar os valores relacionados no contrato com a Odebrecht, porque
querem ocultar a verdade. “O jurídico está trabalhando para a possível
abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI). É preciso a
assinatura de nove vereadores”, contou.
Com cinco vereadores formando a bancada da oposição na Câmara, Rafael
Diniz (PPS), Nildo Cardoso (Dem), Fred Machado (PPS), José Carlos (PSDC)
e o próprio Marcão. Bastaria então, angariar os votos do bloco
“independente”, composto por Alexandre Tadeu (PRB), Genásio (PSC),
Dayvison Miranda (PSB) e Gil Viana (PSB), para conseguir a abertura da
CPI.
“Esperamos conseguir criar essa CPI e ter acesso a informações
importantes do contrato da prefeitura com a Odebrecht”, concluiu.

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