terça-feira, 19 de abril de 2016

Prefeitura e empresas não se entendem e rodoviários mantêm greve


Os motoristas e cobradores das empresas São Salvador, São João e Turisguá se reuniram na sede do sindicato da categoria, nesta terça-feira (19), para decidir os rumos da paralisação que acontece desde o último dia 6. Os trabalhadores ainda não receberam os pagamentos dos meses de fevereiro e março. Além disso, a São Salvador não pagou a segunda metade do 13º salário.  As empresas alegam que aguardam o repasse da Prefeitura de Campos para honrar os compromissos.
Ainda na reunião desta terça, de acordo com o  presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Cargas e Passageiros de Campos, Roberto Virgílio, foi revelado que a Rogil também estaria com o pagamento do mês de março em atraso. “As empresas do transporte coletivo de Campos não têm conseguido pagar seus funcionários até o 5º dia útil. E os funcionários ficam em uma situação difícil, pois as contas não esperam. O sindicato está ao lado dos trabalhadores nessa luta”, afirmou Virgílio.
Greve: De acordo com o sindicato, cerca de 500 trabalhadores das três empresas em greve estão rodando com 30% da frota, conforme determina a lei. “Os funcionários não estão satisfeitos com a inércia do poder público diante dessa situação. O que dizer ao credor? As pessoas têm contas a pagar, e na maioria das vezes, somente uma renda. Eles (motoristas e cobradores) não saíram daqui satisfeitos”, ressaltou o presidente.
Um motorista da empresa São Salvador -  que teve a identidade preservada – disse que após a reunião, os funcionários estão pensando na possibilidade de parar as ativiades em 100%. A intenção do ato, segundo o motorista, é chamar a atenção da população, uma vez que, rodando com a frota reduzida, parece que não está afetando o cotidiano dos campistas. “ A população sofre quando há menos ônibus circulando. A gente sabe disso. Mas pensa nos pais de família que estão com os salários atrasados há dois meses? Água e luz? A gente dá um jeitinho brasileiro. Mas, e a alimentação das crianças? E o aluguel? Tem companheiro aqui ameaçado de ser despejado do imóvel. Com o nome sujo na praça, quem vai conseguir se reerguer?”, questiona o motorista.
Sempre respeitando o princípio do contraditório e buscando as diferentes versões para um mesmo fato, o jornal Terceira Via tentou contato com as empresas citadas nessa matéria, assim como a prefeitura, sem obter respostas. Ainda assim, o jornal aguarda e publicará as versões para este fato.

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