Até 2017, o Brasil terá uma das maiores altas no número de
desempregados entre os países emergentes, segundo a Organização
Internacional do Trabalho. A crise política e econômica nacional
agravada em centenas de municípios em razão da redução dos repasses dos
royalties contribuiu para as demissões em massa. Campos , por exemplo,
ocupa a 37ª posição no ranking nacional, com 2.632 demissões no primeiro
trimestre desse ano. Em Macaé, a situação é ainda mais grave. Se
comparado ao ano passado, o município avançou somente uma posição, e
esse ano, amarga a 21º colocação. São quase quatro mil demissões entre
janeiro e março.
De acordo com o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do
Ministério do Trabalho e Emprego, Macaé extinguiu vagas no setor de
serviços (atividades de serviços e comércio de produtos), construção
civil, comércio e indústria da transformação (transforma matéria-prima
em um produto final).
Já em Campos, as demissões mais significativas foram observadas no
setor de serviços, na indústria de transformação, construção civil e na
agropecuária. O presidente do Sindicato da Construção Civil, José
Eulálio, informou que a paralisação das obras públicas obrigou o setor a
demitir mais de cinco mil operários em Campos. “Desde outubro de 2014,
as empresas apresentam dificuldades para dar continuidade aos contratos
assumidos. Portanto, as demissões de funcionários com carteira assinada
já superam a marca dos 5 mil”.
De acordo com Norival Manhães, presidente da Câmara dos Dirigentes
Lojistas de Campos (CDL), o comércio também tem a sua responsabilidade
nas estatísticas de demissões. No entanto, as vagas no setor oscilam
seguindo a economia local, como por exemplo, o pagamento do servidor
público e estadual estar em dia.
Segundo o Ministério do Trabalho, nenhum município do estado do Rio de
Janeiro está entre os 50 que mais contrataram no primeiro trimestre.
“Não demitimos, mas também não contratamos”, afirmou o comerciante
Sidney do Rosário. Ele afirma que, em 30 de anos de comércio, nunca viu
ou ouviu falar de uma crise financeira tão grave como a registrada em
2015, que se arrasta em 2016, e não apresenta boas perspectivas para
2017.
“Com diz um apresentador, estamos (comerciantes) nos virando nos 30. Os clientes não estão comprando nem nas datas especias que antes aqueciam o mercado, como Natal, Dia das Mães e dos Namorados. Os consumidores que ainda têm emprego estão preocupados em pagar as contas dos serviços essenciais (água e luz)”, finalizou o comerciante.
“Com diz um apresentador, estamos (comerciantes) nos virando nos 30. Os clientes não estão comprando nem nas datas especias que antes aqueciam o mercado, como Natal, Dia das Mães e dos Namorados. Os consumidores que ainda têm emprego estão preocupados em pagar as contas dos serviços essenciais (água e luz)”, finalizou o comerciante.

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