A reapresentação do Flamengo na manhã desta sexta-feira, no Ninho do
Urubu, foi marcada por uma reunião a portas fechadas entre o técnico
Muricy Ramalho e os jogadores. O treinador fez fortes cobranças sobre a
falta de entrega do elenco e deixou o time se entender em seguida. Os
atletas fizeram uma verdadeira lavagem de roupa suja e houve discussão
forte sobre os motivos da queda de produção recente.
Depois do
bate-papo, os titulares fizeram um treino regenerativo e os reservas
foram a campo. A diretoria estava presente no Centro de Treinamento com o
diretor Rodrigo Caetano e o vice de futebol Flávio Godinho, mas eles
não participaram da reunião sobre cobranças com os atletas.
Apesar
disso, deram total respaldo ao treinador para "apertar" o grupo por uma
nova postura e confirmaram a existência da reunião de
emergência.
O meio-campo William Arão comentou a necessidade de o
time dar retorno logo no início do Brasileiro, mas afirmou que o
Flamengo precisa de todos os seus jogadores.
- Sempre me cobro
muito. Busco o meu melhor. Mas também sou uma andorinha, uma só não faz
verão. Também dependo dos meus companheiros e estou aqui para ajudar o
Flamengo - disse.
Depois da reunião pré-treino, houve uma reunião
pós-treino apenas com o técnico Muricy Ramalho, o diretor futebol,
Rodrigo Caetano, e o vice de futebol, Flávio Godinho, no campo 2, sem os
atletas, que já haviam subido para o vestiário. O treinador gesticulou
muito com os dirigentes e a conversa durou entre 30 e 40 minutos.

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