O Ministério Público Federal (MPF) vai investigar sites de pornografia
que lucram com fotos roubadas de mulheres e adolescentes, após denúncia
revelada pela reportagem no domingo, 12. Na esfera criminal, o órgão vai
apurar a disseminação de imagens de pornografia infantil, crime que
pode dar de 3 a 6 anos de prisão. Já na área cível, a Procuradoria
estuda investigar crime de ofensa por discriminação de gênero.
A reportagem levou ao MPF os nomes de todos os sites e explicou como os
proprietários ganham dinheiro com eles. No País, entre as 30 maiores
páginas identificadas pelo Estado que não checam a procedência do
conteúdo publicado, a audiência mensal chega a até 3,5 milhões de
visualizações e pode render R$ 95 mil por ano para cada administrador.
Foi identificado quem registrou cada domínio - endereço virtual -, com
base no site who.is, mesmo instrumento usado pelo MPF em investigações.
Os donos desses sites estão em São Paulo, Rio Grande do Sul, Rio Grande
do Norte, Goiás, Santa Catarina, Ceará Mato Grosso e Alagoas.
"Vamos instaurar uma investigação tanto para apurar crime quanto para
verificar essa ofensa à questão de gênero no cível. Para apurar crime,
certamente vai ser aberta investigação para verificar os delitos de
veiculação de pornografia infantil", afirma a procuradora da República
Fernanda Teixeira.

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