O diretor de Relações Institucionais da Associação das Empresas
Cerealistas do Brasil (Acebra), Roberto Queiroga, disse hoje (7) que o
preço do feijão deve começar a cair em agosto, quando começa a colheita
da terceira safra do produto.
“O consumidor vai começar a perceber queda do preço na gôndola com a
terceira safra que vai entrar agora no mês de agosto. A partir de julho,
já terá alguma acomodação em relação a preço. Essa é a expectativa. Em
agosto, isso será mais percebido pelo consumidor”, afirmou Queiroga,
após reunião de representantes de 20 câmaras setoriais e temáticas do
agronegócio com o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento,
Blairo Maggi.
Para o representante da Acebra, a importação do produto não trará
impacto no preço, porque o feijão carioca, o mais consumido no país, não
é produzido no mercado externo.
“O feijão carioca é uma característica própria do mercado brasileiro.
Para o feijão preto, não vamos ter grandes problemas no abastecimento. O
problema é o feijão carioca. O que vai atuar no preço é a produção no
mercado interno da terceira safra que está chegando”, acrescentou.
No mês passado, o governo federal autorizou a importação de feijão de
alguns países, com o objetivo de reduzir o preço do produto. O alimento
teve elevação de preço devido a fatores climáticos que afetaram a safra
ao longo do primeiro semestre.
Safra de grãos
Para o ministro Blairo Maggi, a queda na estimativa de produção de
grãos da safra 2015/2016 divulgada pela Companhia Nacional de
Abastecimento (Conab) é “absolutamente normal”.
“Quem faz agricultura lida com clima. Nós não controlamos isso.
Quando tudo corre bem, aumentamos a produtividade. Em anos ruins como
esse, um ano de El Niño, com muita seca de um lado e excesso de chuvas
do outro, é normal”, afirmou o ministro.
A produção brasileira de grãos da safra 2015/2016 deve chegar a 189,3
milhões de toneladas, 8,9% menor que a anterior (207,7 milhões de
toneladas), de acordo com o 10º levantamento da safra de grãos,
divulgado nesta quinta-feira pela Conab.

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