Aindústria da construção permanece operando abaixo do usual, mas ritmo de
queda da atividade e do número de empregados tem apresentado redução,
avaliou a Confederação Nacional da Indústria (CNI).
De acordo com a Sondagem da Indústria da Construção (CNI), divulgada
hoje (22), os indicadores de atividade (42,3 pontos) e de número de
empregados (39,7 pontos) cresceram 1,1 e 1,6 ponto, respectivamente, na
passagem de junho para julho. "Apesar do aumento, os indicadores
permanecem abaixo dos 50 pontos, o que indica queda do nível de
atividade e do número de empregados em relação ao mês anterior. Quanto
mais abaixo dos 50 pontos, mais intensa e disseminada é a queda", disse a
CNI, no boletim da sondagem.
Publicidade
A utilização da capacidade de operação passou de 56% em junho para 57%
em julho. A despeito do aumento, o índice permanece 8 pontos percentuais
abaixo da média histórica para o mês.
Expectativas - Para a CNI, as expectativas dos empresários estão cada vez menos
pessimistas. "Na passagem de julho para agosto, todos os indicadores
apresentaram alta, tendência observada desde abril de 2016", disse a
CNI.
Os índices de expectativa do nível de atividade (46,1) e de novos
empreendimentos e serviços (44,8) variaram 1,5 ponto e 3,4 pontos entre
julho e agosto, respectivamente. Na mesma base de comparação, os
indicadores de expectativa de compras de insumos e matérias-primas
(44,3) e do número de empregados (43,5) variaram 1,6 ponto e 1,5 ponto,
respectivamente.
Os índices de expectativa variam de 0 a 100 pontos. Valores abaixo dos 50 pontos indicam expectativa de queda.
A baixa utilização da capacidade instalada e a fraca atividade da
indústria da construção desestimulam os empresários a investir. "Embora
tenha aumentado de 25,3 pontos em julho para 26,8 pontos em agosto, a
intenção de investimento permanece muito baixa", analisou a CNI.

Nenhum comentário:
Postar um comentário